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quinta-feira, 12 de abril de 2018

Curso de adoção teve participantes de 142 comarcas do Brasil.

Módulo do curso preparatório para habilitação de pretendentes à adoção foi feito por 1,13 mil pessoas de 142 comarcasl.  FOTO: Luiz Silveira/Agência CNJ
 FOTO: Luiz Silveira/Agência CNJ



O primeiro módulo do curso preparatório para habilitação de pretendentes à adoção, transmitido por videoconferência da Escola da Magistratura do Paraná, foi assistido por 1.130 pessoas de 142 comarcas de todo o Brasil. 

O curso, feito em seis módulos ao longo de 1 mês, com apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é realizado pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) por meio de sinal gerado nas dependências da Escola da Magistratura para todas as comarcas do País.    
Os pretendentes à adoção assistem às aulas nas comarcas de suas cidades, e a presença é registrada por um servidor. Será dado um certificado ao final do curso só para aqueles que tiverem 100% de frequência nas aulas. Além de pessoas do Paraná, o curso teve participação de pessoas de comarcas da Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins.   
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seu artigo 197-C, torna  obrigatória a preparação psicológica para interessados em adotar, assim  como de medidas de estímulo à adoção inter-racial de crianças ou de adolescentes com deficiência. O mesmo critério deve ser adotado em relação a adoção de grupos de irmãos.      
Muitas vezes esse preparo não ocorre com a frequência necessária, o que atrasa o processo de habilitação. “Alguns lugares não possuem equipes técnicas para fazer esses encontros. Em outros, o preparo acaba se restringindo a um ou outro encontro com o juiz”, conta  o juiz auxiliar da Corregedoria do TJPR Sérgio Luiz Kreuz.   
O tribunal paranaense realizou em todas as suas comarcas um curso  com  800 inscritos. O primeiro módulo ocorreu no dia 2 de abril e foi ministrado pelo juiz Sérgio Luiz Kreuz e o psicólogo Luiz Schettini Filho, que se dedica ao acompanhamento psicoterápico de pais e filhos adotivos. A aula teve como tema as “Noções introdutórias sobre a adoção e seus aspectos legais” e a “Atuação do Ministério Público”. 
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Ampliação do perfil   

Além da preparação dos pretendentes à adoção, o curso tem por objetivo a ampliação do perfil dos habilitados no Cadastro Nacional de Adoção (CNA), coordenado pela Corregedoria Nacional de Justiça.     
Para a juíza auxiliar da Corregedoria Sandra Silvestre Torres, mais do que uma exigência legal, é um instrumento de sensibilização das pessoas entre o “ideal e a realidade”. “É papel do sistema de Justiça contribuir não só para a materialização do sonho da adoção, mas fazê-lo de forma consciente, numa construção conjunta que leve em conta que este processo lida com vidas humanas e estas, quer seja de pretendentes ou crianças e adolescentes, não são páginas em branco e sim histórias complexas que se encontram”, lembrou a juíza Sandra Silvestre.

Fonte: Luiza Fariello
Agência CNJ de Notícias
http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/86456-curso-de-adocao-teve-participantes-de-142-comarcas-do-brasil

quinta-feira, 15 de março de 2018

Adoção: Sistema capixaba servirá de base para novo Cadastro Nacional


No ano em que completa 10 anos, o Sistema de Informação e Gerência da Adoção (SIGA) do Poder Judiciário do Espírito Santo foi escolhido como modelo para o desenvolvimento do novo Cadastro Nacional de Adoção. Nessa terça-feira (27), o coordenador nacional da informática do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), Marcelo Gobbo Dalla Dea, e a juíza auxiliar da Corregedoria do CNJ, Sandra Silvestre, estiveram no TJES para iniciar os trabalhos de aprimoramento do sistema. Também participaram da reunião as juízas Morgana Dario Emerick e Ednalva da Penha Binda e servidores do TJES, além de servidores do Ministério Público do Rio de Janeiro e dos Tribunais de Justiça do Paraná e de Rondônia.

Segundo o desembargador Marcelo Dalla Dea, o Conselho estava procurando um sistema de cadastro de adoção e de gerenciamento de dados sobre crianças que já existisse, e o estado do Espírito Santo tinha o mais ágil e flexível do país. “A partir de agora vamos trabalhar para evoluir o sistema, para que, num futuro bem próximo se torne o sistema nacional de cadastro de adoção 2.0”, ressaltou o coordenador nacional da informática do CNJ.

A juíza auxiliar da Corregedoria do CNJ explicou que o diálogo sobre o sistema já iniciou há algum tempo e que o SIGA foi identificado como um sistema extremamente avançado, que possui uma base única de dados das crianças acolhidas, com os pretendentes e as crianças encaminhadas para adoção. “Nessa fase vamos verificar as modificações que precisariam ser feitas no SIGA, a partir das propostas de mudança que foram feitas nos workshops realizados em todo o Brasil”, disse a magistrada.

Para esse desafio, servidores dos Tribunais de Justiça do Paraná e de Rondônia somarão esforços com os servidores do TJES. A gestão do projeto ficará sob a responsabilidade da secretária de Tecnologia da Informação, Christine Rossi.

Segundo a juíza da Corregedoria Geral da Justiça Estadual Ednalva da Penha Binda, após as modificações, o sistema vai funcionar em fase de teste em 05 estados, para verificar a viabilidade dele se transformar no Cadastro Nacional de Adoção. A expectativa é que os testes comecem no dia 23/03 e que o sistema esteja em funcionamento até o mês de agosto.

Sistema de Informação e Gerência da Adoção (SIGA)

O sistema, implantado em 2008 pela Corregedoria Geral da Justiça do Espírito Santo (CGJ-ES), é um cadastro único disponibilizado a todos os Juízos e Ministério Público com competência na área da Infância e da Juventude no Estado. Contém as informações de crianças e adolescentes em acolhimento institucional, em condições ou não de inserção em família substituta, sob guarda com fins de adoção, bem como as informações sobre os pretendentes habilitados à adoção e de todas as instituições de acolhimento e famílias acolhedoras do Estado.

O SIGA/ES permite o acompanhamento efetivo da situação de cada criança ou adolescente acolhido, em guarda concedida à família extensa ou nos estágios de convivência para fins de adoção. É uma ferramenta simples e eficaz que oferece visibilidade, agilidade e transparência nos procedimentos necessários para a definição jurídica das crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade ou risco.

O projeto foi desenvolvido por servidores da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA-ES) e da Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) do TJES. O servidor da STI Ricardo Guidoni Nascimento, que em 2012 desenvolveu a última versão, trabalhou em conjunto com a equipe da CEJA, composta por Maria Inês Valinho de Moraes, Dianne Wruck; Isabely Mota, Nathalia Fernandes, Luciana Melo e Helerson Elias Silva.

Maria Inês Valinho de Moraes, coordenadora da CEJA-ES, acredita que a própria operacionalização do SIGA, que é monitorado todos os dias, permitiu a constante atualização do sistema nos últimos 10 ano

Fonte: TJES

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Cadastro de adoção ajuda a formar mais de 9 mil famílias desde 2008




“Eu nasci da cabeça, do coração, do corpo todo da minha mãe”. A frase de João Felipe, dita quando tinha dois anos, foi um marco para Wanda Maciel Marques e Antônio da Conceição Marques.

Eles não escondem o orgulho do filho carinhoso e inteligente, adotado com um ano e dois meses, que enche de alegria a casa em que moram, em Sobradinho, no Distrito Federal.

João Felipe, uma das 9 mil crianças adotadas no Brasil 

O casal é um dos mais de 9,02 mil que realizaram adoções por meio do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), ferramenta criada e coordenada pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) desde 2008. Pelo cadastro, as varas de infância de todo o país passaram a se comunicar com facilidade, agilizando as adoções interestaduais. Atualmente, há 42 mil pretendentes cadastrados e 8  mil crianças à espera de uma família.

Em 2018, ano em que o cadastro completará uma década, uma nova versão entrará em funcionamento para as varas de Infância e Juventude de todo o País. O novo cadastro, que permitirá a pretendentes à adoção uma busca mais rápida e ampla de crianças, é resultado de propostas aprovadas pela maioria dos servidores e magistrados que participaram de debates nas cinco regiões do País este ano, organizadas pela Corregedoria.


Outra novidade é a junção dos cadastros de adoção e o de crianças acolhidas, de forma a possibilitar a pesquisa sobre o histórico de acolhimento da criança, anexando informações como relatório psicológico e social, além de fotos, vídeos e cartas. 

“A ideologia do novo cadastro é que possamos buscar uma família para as crianças, e não o contrário”, disse a juíza auxiliar da Corregedoria Sandra Silvestre Torres, que preside o Grupo de Trabalho instituído para o aperfeiçoamento do CNA.

“Anda cá, filho!”

Em 2013, quando já estava há quatro anos e meio na fila para adoção, a servidora aposentada do Judiciário Wanda Maciel Marques recebeu a ligação da assistente social perguntando se gostaria de conhecer uma criança dentro do perfil escolhido pelo casal, que era de até três anos, com a possibilidade de adotar irmãos. 

Ao encontrarem João Felipe, de pouco mais de um ano, eles tiveram a certeza de estar olhando nos olhos do filho que esperavam.  Com seu sotaque português, Antônio relata emocionado quando disse anda cá, filho!.  " Ele abriu um sorriso de canto a canto e veio para os meus braços”, diz Antônio.  

No segundo dia em que os pais estiveram visitando João Felipe no abrigo, foram informados que o menino tinha ido ao médico por conta de uma febre muito alta durante a noite. Ao voltar para a instituição, outras crianças disseram que os pais dele estavam ali, e a febre do menino no mesmo instante baixou. “Com uma semana não tinha quem o tirasse da gente. Quando ele chegou em casa, corria sem parar pelo berço, pelos brinquedos, como se dissesse ‘isso é meu!”, diz Wanda.

 O casal, que está na fila para adotar outra criança, lida com naturalidade com o tema da adoção. Uma vez, João perguntou à mãe por que a mulher que o “teve na barriga” não ficou com ele. 

“Disse que ela não tinha condições de cuidar, dar comida, roupa e carinho, mas que foi uma boa pessoa porque cuidou dele até nascer para que tivesse uma família”, disse Wanda.

Adoção em outros estados

O CNA passou a permitir que, no momento em que insira os dados de uma criança no sistema, o juiz seja informado automaticamente se há pretendentes na fila de adoção compatíveis com aquele perfil em todo o país. Até então, os dados de pretendentes e crianças ficavam restritos à cada região, dependendo de um esforço de busca ativa por parte do juiz ou dos próprios pretendentes para que a migração de informações entre os estados ocorresse. 

Vizinha a Recife, a cidade de Jaboatão dos Guararapes é exemplo de sucesso dessas adoções. A cidade teve o maior percentual de Pernambuco de adoções por meio do CNA desde 2008. Nos últimos dois anos, foram feitas 39 adoções pelo cadastro. Em uma delas, um casal do Rio de Janeiro foi buscar uma criança com microcefalia. Em outra, uma transexual de São Paulo adotou um menino de dez anos que sempre se vestiu e se comportou como uma menina. 

Este ano, outro caso que marcou a juíza Christiana Caribé, responsável pela Vara da Infância e Juventude de Jaboatão, foi uma adoção de três irmãos – com idades entre zero e seis anos -, por um casal que já tinha quatro filhos biológicos adultos. “No primeiro dia que passaram com os pais, durante o estágio de convivência, já não queriam voltar para o abrigo”, disse a juíza Christiana. 

Jaboatão dos Guararapes têm três abrigos – neles, há 21 crianças cuja guarda já foi destituída de forma definitiva e que estão inseridas no CNA. De acordo com a juíza Christiana, na maioria dos casos as crianças vão parar nas instituições em situação de negligência e extrema pobreza, sem ter recebido estímulos de aprendizagem. Foi o que ocorreu com os irmãos que foram adotados recentemente. “O mais velho não sabia distinguir entre os nomes de frutas e ou de cores, chamava tudo pelo mesmo nome”. 

Adoção especial

Era uma sexta-feira quando a professora da rede pública Taicy Ávila e seu marido conheceram no abrigo o pequeno Carlos, um bebê de pouco mais de um ano com paralisia cerebral. O casal estava na fila de adoção há nove meses e a assistente social informou que eles deveriam pensar durante o fim de semana se queriam mesmo adotá-lo, ao que Taisy replicou prontamente: “Não podemos responder agora? ”. 

O casal não tinha dúvidas de que aquele era seu filho e o fato de ser uma criança especial não mudaria essa certeza. “Não estou na loja escolhendo um produto, estou tendo um filho. Se a gente não pode escolher, em uma gravidez, se o filho nascerá com deficiência, também não escolheríamos na adoção”, disse Taisy. 

Carlos nasceu com má-formação congênita e passou quatro meses na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). De lá, foi direto para o abrigo onde viveu até encontrar os pais adotivos. “Quando o conhecemos, ele só conseguia se arrastar. Agora já fica de pé, se desenvolveu muito! ”, comemora Taisy. 

Ao entrar na fila da adoção, o casal não fez nenhuma exigência em relação ao sexo ou à condição de saúde da criança, apenas que tivesse menos de seis anos, porque já tinham um filho biológico nessa idade e gostariam que continuasse a ser o filho mais velho. A família frequentou por um ano o grupo de apoio à adoção da ONG Aconchego, parceira da Vara de Infância e Juventude no Distrito Federal, o que, para Taisy, foi fundamental também para o preparo emocional de seu primogênito, que pôde vivenciar todo o processo até a chegada do irmão.

A professora se incomoda com os comentários de pessoas que pensam que a adoção de uma criança especial é um gesto de caridade. “A sociedade julga muito uma mãe que abandona um filho que nasce com microcefalia, por exemplo, mas acha normal que no processo de adoção o casal faça uma série de exigências”, pondera Taisy. 


Adoção tardia, a maior barreira

A adoção de crianças mais velhas ainda é a principal dificuldade para conseguir famílias às crianças que vivem em abrigos. No entanto, dados do CNA mostram que esse cenário vem melhorando. Em 2011, apenas 6,7% dos pretendentes cadastrados no CNA aceitavam crianças com mais de cinco anos; em 2017, esse percentual aumentou para 20,2%. 

Das 1.142 crianças adotadas neste ano, 351 tinham mais de 5 anos ao ser concretizada a adoção – ou seja, 30,7%. A aceitação de crianças negras também melhorou: em 2011, apenas 31% dos pretendentes estavam abertos a adotá-las; em 2017, esse percentual é de 51%. 

Para a juíza Maria Lúcia de Paula Espíndola, da 2ª Vara de Infância e Juventude de Curitiba, o principal desafio é encontrar habilitados interessados na adoção tardia. A vara é responsável por 62 acolhidos disponíveis à adoção - 60 deles têm mais de onze anos. Entre as iniciativas da Vara para enfrentar esse contexto está a realização de eventos para interação entre acolhidos com disponibilidade de adoção e pretendentes habilitados, com objetivo de despertar eventual interesse na adoção tardia. “Além disso, projetos de apadrinhamento familiar oportunizam um referencial de convivência familiar e comunitária, que por vezes resulta em adoção tardia”, diz a juíza Maria Lúcia. 

Luiza Fariello

Agência CNJ de Notícias
15/12/2017 - 07h00


sexta-feira, 17 de novembro de 2017

DEPOIMENTO: ‘A primeira coisa que vi foi o sorriso. Chorei na hora’

O professor de Português Thiago Zalinsq Almeida, de 36 anos, adotou os meninos Crystopher Sidwald e José Roberto

Thiago Zalinsq Almeida, professor de Português no Rio
16 Novembro 2017 | 04h00

Thiago e os filhos: 'Agora minha família está completa'  Foto: WILTON JUNIOR/ESTADAO

Tomei a decisão de adotar uma criança quando tive minha estabilidade financeira e emocional. Entrei com o processo para adotar e demorou dois anos para ser habilitado. Por ser solteiro, não optei por bebê. Optei por um menino de 3 a 10 anos de idade, de cor indiferente. Em um domingo à tarde, a doutora Gleide (da 1.ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá) me ligou e falou do meu filho (Crystopher Sidwald, na época com 11 anos, hoje com 12). Meu coração queimou. Falei: “É esse”.

Depois, ela me autorizou a vê-lo por foto no WhatsApp. A primeira coisa que eu vi (na foto) foi o sorriso. Chorei na hora. Depois fui para Cuiabá. Na primeira aproximação, a resposta dele foi muito fria, mas aos pouquinhos fui tentando conquistá-lo. Voltei ao Rio e fiquei conversando com o Sid pela internet, com autorização da juíza. No fim de dezembro (de 2016), voltei a Cuiabá, ele estava terminando o ano letivo. A juíza disse que o mandaria (para o Rio) sozinho no avião, mas não aceitei. Queria juntamente com ele cortar o cordão umbilical do abrigo porque ele foi deixado lá com 1 ano. Era o menino mais velho ali. Queria dizer que ele tinha uma família que o amava.

Também tive contato com o melhor amigo dele no abrigo. Um menino negro, carismático, de coração de ouro, o José Roberto (de 10 anos), que me falava o tempo todo: “Me leva também”. Não podia levar, mas prometi que o buscaria.

'Quando me dei conta de que era pai, o mundo se transformou'  Foto: WILTON JUNIOR/ESTADAO

Os dois primeiros meses com o Sid foram os mais difíceis da minha vida. Quando temos um filho, queremos ser amados por ele também. Mas a obrigação de amar não é da criança, é minha. Para quebrar o gelo, foi uma luta. As crianças ficam testando para ver até onde você vai. E eu falava: “Independentemente do que você faça, eu vou te amar”. A gente tinha de se construir como pai e filho. Até que um dia, quando vinha uma assistente social aqui em casa, eu falei: “Filho, estou muito nervoso”. E ele respondeu: “Eu também, pai”. E me abraçou. O primeiro abraço espontâneo foi lindo. (grifo nosso)

Mas meu coração ainda estava queimando pelo José. Então eu o trouxe em junho. Estou criando dois homens de caráter, que vão saber lidar em sociedade, sem preconceito. Quando me dei conta de que era pai, o mundo se transformou. É divino e indescritível. Minha família está completa.

Publicado no ESTADÃO, em 16 de novembro de 2017.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

ESPERANDO POR VOCÊ É DESTAQUE NO PROFISSÃO REPÓRTER DESTA QUARTA




A equipe do programa esteve no Estado para saber como o projeto vem ajudando crianças e adolescentes acolhidos a encontrarem uma família.


A campanha Esperando Por Você, que incentiva a adoção tardia no Espírito Santo, será destaque nesta quarta-feira (13), no Profissão Repórter da Rede Globo, logo após o jogo de futebol. O programa vai mostrar histórias de jovens que estão há vários anos à espera da adoção no país.

Aqui no Estado, a equipe de reportagem acompanhou de perto o trabalho de psicólogos e assistentes sociais da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA) e de analistas de comunicação no desenvolvimento da campanha de adoção tardia. E também conversou com a juíza da 2ª Vara da Infância e da Juventude da Serra, Janete Pantaleão Alves, que explicou que o projeto pretende dar “voz e vez” àquelas crianças e adolescentes que ainda não encontraram uma família.

O intuito é mostrar os jovens como são, com seus gostos, qualidades, particularidades e sonhos, como toda criança tem. Desde que foi lançado, em maio deste ano, a campanha já contou com a participação de 24 crianças e adolescentes, através de fotos e vídeos. 16 deles tiveram propostas de adoção, 03 já estão em processo de adoção e 04 em processo de aproximação com pretendentes.

Da semana passada até hoje, 06 novos vídeos foram lançados no site oficial e no facebook do TJES. Ao todo, já foram mais de 50.000 visualizações no Youtube, mais de 380 e-mails e aproximadamente 225 ligações recebidas pela CEJA, de pretendentes à adoção de 20 estados do Brasil e também de brasileiros residentes na Espanha, Alemanha, Estados Unidos, Itália, Noruega, Tailândia, Inglaterra e Singapura.

Para conhecer melhor a campanha acesse www.esperandoporvoce.com.br.

Vitória, 12 de setembro de 2017
Informações à imprensa:
Assessoria de Imprensa e Comunicação Social do TJES
Texto: Tais Valle | imprensa@tjes.jus.br

Andréa Resende
Assessora de Comunicação do TJES
imprensa@tjes.jus.br
www.tjes.jus.br

Vitória, 12 de setembro de 2017
Informações à imprensa:
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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

CAMPANHA “ESPERANDO POR VOCÊ”, QUE INCENTIVA A ADOÇÃO TARDIA, JÁ ESTÁ COM NOVOS VÍDEOS NO AR

Adolescentes e grupos de irmãos ganham voz e espalham carisma pela internet na campanha de adoção tardia.



Novos vídeos da campanha "Esperando por Você" foram lançados nesta quarta-feira (06). O projeto, criado pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo, por meio da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA), tem o intuito de apresentar crianças e adolescentes que estão disponíveis para adoção no Estado, de uma forma diferente, sensível e esperançosa. Os pequenos mostram um pouco da personalidade, brincam, falam sobre o que gostam de estudar e o que desejam para o futuro.

Os irmãos Bruno e Wanderson, de 16 e 15 anos, respectivamente, que já participavam da campanha com fotos, agora dão o tom e a cor através do vídeo. O primeiro quer ser professor de Educação Física. O segundo, Engenheiro Civil. E os dois têm o mesmo desejo: “Uma família com o afeto o respeito e a união, o que não pode faltar, que é o fundamental”, dispara o irmão mais velho. Assista ao vídeo em https://youtu.be/4eOXrm3nrdc

O Kaíque, de 12 anos, é outro que chega com um belo sorriso. Sonha em ser jogador de futebol ou bombeiro, já que gosta muito de ajudar pessoas e animais. No vídeo, o menino conta com seu jeitinho espontâneo que já salvou um gatinho, que estava preso na grade, das garras de um urubu. Sobre ter uma família, ele revela: “Amor. É isso. É a coisa mais importante. Dar carinho, essas coisas, sabe? Se alguém puder me adotar, Eu tô aqui de coração aberto". Confira: https://youtu.be/zV8m6slGLD8

Até o final de setembro, ao todo 09 vídeos devem ser lançados. O projeto "Esperando por Você" teve início em maio deste ano. De maio até agora já houve a participação de 21 crianças e adolescentes. 15 deles tiveram propostas de adoção, 03 já estão em processo de adoção e 04 em processo de aproximação com pretendentes.

No youtube, os vídeos já mais de 50.000 visualizações. Até o momento, a equipe da CEJA recebeu 375 e-mails e aproximadamente 225 ligações telefônicas de pessoas interessadas em adotar as crianças e adolescentes, de 20 estados do Brasil e também de brasileiros residentes na Espanha, Alemanha, Estados Unidos, Itália, Noruega, Tailândia, Inglaterra e Singapura.

Conheça a campanha! Acesse www.esperandoporvoce.com.br

Saiba mais

Todas as crianças e adolescentes que participam da campanha foram devidamente autorizados por juízes das comarcas, coordenadores das instituições de acolhimento, seus responsáveis legais. Os integrantes são aqueles que ainda não conseguiram uma família pelos cadastros estadual, nacional e internacional de adoção.

A campanha surgiu como tentativa de mudar o cenário de adoção no Espírito Santo. Isso porque, ainda hoje o número de pretendentes é seis vezes maior que o de crianças e adolescentes disponíveis. No entanto, 86% têm mais de 08 anos de idade, 49% fazem parte de grupos de irmãos e 23,5% possuem alguma condição especial de saúde. Ou sejam pertencem a um espectro ainda preterido pelos aspirantes a pais e mães.

Vitória, 06 de setembro de 2017

Informações à imprensa

Assessoria de Imprensa e Comunicação Social do TJES
Texto: Tais Valle | imprensa@tjes.jus.br

Andréa Resende
Assessora de Comunicação do TJES

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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

COMARCA DE SÃO MATEUS COMEMORA ADOÇÃO DE ADOLESCENTE PRESTES A COMPLETAR A MAIORIDADE NO FIM DESTE ANO



É o 9º caso de adoção tardia nesta faixa etária nos últimos 3 anos no Brasil. Menos de 1% dos pretendentes procuram por jovens dessa idade.


O Tribunal de Justiça do Espírito Santo comemora na data de hoje, 28 de julho, a adoção de uma adolescente de São Mateus, que encontrou sua família bem perto de completar seus 18 anos, que serão celebrados em novembro deste ano.

O caso é raro, e reflete a busca dos pretendentes por jovens nessa idade, que hoje é inferior a 1% das intenções de acolhimento. De acordo com informações da Vara da Infância e da Juventude de São Mateus, nos últimos três anos, o Brasil registrou apenas oito casos de adoção de adolescentes nessa faixa etária.

Aos sete anos de idade, a jovem e seus quatro irmãos foram abrigados na Casa Lar de São Mateus, sendo destituídos do poder familiar em 2013, quando passaram a constar na lista de crianças disponíveis para adoção. Já com quinze anos de idade, a adolescente foi transferida para a unidade de acolhimento Vista do Cricaré, onde conheceu o casal que viria a se tornar seus pais.

O casal, que já possuía duas filhas biológicas, costumava realizar visitas ao abrigo para oferecer ajuda e logo estabeleceu uma relação de confiança e carinho com a adolescente. Por diversas vezes, passavam o dia com a adotanda, estreitando os laços e estabelecendo uma relação de afetividade. Com o crescimento do vínculo, decidiram então ingressar com ação de adoção em favor da jovem, que já contava dezessete anos.

Ingressada a ação, o Juiz da Vara da Infância e Juventude, Órfãos e Sucessões de São Mateus requisitou que a Central de Apoio Multidisciplinar (CAM) realizasse estudo técnico junto aos autores, antes de conceder a guarda provisória, obtendo parecer favorável da Central.

Já residindo naquele que viria a se tornar seu lar, a jovem e seus futuros pais finalmente participaram da audiência de instrução e julgamento, em que o Juiz da Infância Antônio Moreira Fernandes, com o parecer positivo do CAM e do Ministério Público Estadual, julgou procedente a adoção que permitiu a menina ter uma família.

Para o magistrado, o índice de adoção de crianças no Brasil ainda é muito aquém do necessário para proporcionar às crianças e aos adolescentes acolhidos uma vida digna inserida numa família.

“Por isso, poder atuar em um processo de adoção de uma adolescente de 17 anos, abrigada na unidade de acolhimento da Comarca e prestes a atingir a maioridade, é algo extremamente gratificante”, frisou o Juiz.

O magistrado destacou ainda o empenho de toda a equipe da Vara da Infância e da Juventude da Comarca, em especial aos servidores Jaqueline Vial dos Santos Barbosa (Analista Judiciária), Rita de Cássia Louback Lara (Analista Judiciária), José Antônio Afonso de Oliveira (Analista Judiciário), Bruno Alves Montardi (Assessor de Juiz), Renata Santos Oliveira (estagiária de pós-graduação) e Brenda Nascimento Dias (estagiária), que não mediram esforços no acompanhamento às instituições de acolhimento de São Mateus, sempre visando o melhor interesse dos acolhidos.


A adoção Tardia

Hoje, no Espírito Santo, existem 855 casais habilitados em busca de um filho. São 140 meninos e meninas acolhidos, prontos para adoção. Mas se o número de pretendentes é seis vezes maior que o de crianças e adolescentes disponíveis, por que a fila não ‘zera’? É que desse total, 86% têm mais de 08 anos de idade, 49% fazem parte de grupos de irmãos e 23,5% possuem alguma condição especial de saúde. Ou seja, pertencem a um espectro ainda preterido pelos aspirantes a pais e mães, que em sua maioria procuram por bebês com até 3 anos de idade.

Com a intenção de modificar esse cenário, o Pode Judiciário do Espírito Santo, por meio da Corregedoria Geral da Justiça, da Comissão Judiciária de Adoção (CEJA) e da Assessoria de Comunicação do TJES, lançou no mês de maio, em que se celebra o Dia Nacional da Adoção, a campanha “Esperando Por Você”, que percorreu shoppings e cinemas da Grande Vitória e espalhou emoção pela internet.

Nos vídeos, grupos de irmãos, crianças mais velhas ou com alguma condição especial de saúde, que já estão prontas para a adoção, falaram sobre si: quem é cada um deles, do que gostam, com o que sonham, etc.

Em menos de um mês, os 8 vídeos da campanha publicados no canal do YouTube da TV Justiça do Espírito Santo tiveram mais de 50 mil visualizações. E a CEJA recebeu mais de 300 e-mails e 200 ligações de interessados de todo o país.

A campanha continua em caráter permanente, e o site www.esperandoporvoce.com.br continuará no ar para dar visibilidade a essas e outras crianças e adolescentes que forem devidamente autorizados pelos Juízes das Comarcas onde vivem.

Vitória, 28 de julho de 2017.

Informações à imprensa

Assessoria de Imprensa e Comunicação Social do TJES
Texto: Thiago Lopes com informações de Taís Valle e Elza Silva | imprensa@tjes.jus.br

Andréa Resende
Assessora de Comunicação do TJES

imprensa@tjes.jus.br
Publicado em notícias no site www.tjes.jus.br

foto: RebeccaVC1


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Cruzeiro entra em campo com campanha para incentivar a adoção de adolescentes.



Resultado de imagem para campanha de adoção do cruzeiro
cruzeiro

Fernando Reis/Cruzeiro/Divulgação
O Cruzeiro Esporte Clube, em parceria com as varas da Infância e da Juventude das comarcas de Belo Horizonte e Santa Luzia e a 23ª Promotoria de Infância e Juventude de Belo Horizonte, lançou o projeto “Adote um Campeão”. O objetivo é facilitar a adoção de crianças acima dos sete anos até os dezessete.

O projeto quer dar visibilidade e oferecer às crianças e adolescentes uma oportunidade de serem ouvidos, para que consigam ter uma família. O “Adote um Campeão” acredita que estas crianças e adolescentes precisam ter voz, ter rosto e serem vistas. “Principalmente, precisam ter uma história de vitória para contar, como campeões ao lado de uma família que os ame e acolha como filho(a)”.
Acompanhe na íntegra o projeto aqui .


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Projeto "Adote um Pequeno Torcedor".





O projeto foi lançado em agosto de 2015, na Arena Pernambuco, num jogo entre Flamengo. Com isso, antes do início da partida, 22 crianças que vivem em abrigos da capital pernambucana entraram em campo de mãos dadas com os jogadores, que exibiram os nomes delas no uniforme. Na abertura do jogo, também foi exibido um vídeo com o depoimento de crianças que esperam ser adotadas e expressaram a vontade de ter uma família.

Por meio do projeto, Ione e Wiliam conseguiram adotar Anderson de 14 anos, assim como o casal Cláudia e Julles, que  estão próximos de realizar o sonho da adoção de uma adolescente de 13 anos. Eles estão no estágio de convivência, etapa anterior à conclusão do processo. Antes eles já haviam adotado duas adolescentes. “Quando decidimos adotar, o perfil era outro. Queríamos uma criança menor de sete anos, mas após participarmos do curso de pretendentes à adoção e também de programas de apadrinhamento vimos que poderíamos amar da mesma forma uma criança mais velha ou um adolescente. Adotamos duas adolescentes, uma de 13 anos e outra de 14, e estamos adotando mais uma de 13 anos. Já tínhamos duas filhas biológicas. Hoje temos cinco filhas, o amor é o mesmo. As meninas chegam para nós cientes de que estão tendo uma oportunidade importante de terem novos pais e de construírem uma nova vida em família. É uma experiência enriquecedora para todos”, observou Julles.

Recife tem hoje 15 instituições de acolhimento, nas quais 47 crianças e adolescentes estão disponíveis para adoção por meio do Cadastro Nacional de Adoção (CNA). Desse total, apenas nove são crianças. O restante são adolescentes maiores de 12 anos. Em contrapartida, o Cadastro possui 243 pretendentes à adoção, dos quais 94,5% desejam crianças com até sete anos de idade. A realidade é a mesma em todo o País, onde 96,39 % dos cadastrados no CNA buscam crianças menores de sete anos. No entanto, 92,41% das crianças que estão esperando por adoção já passaram dessa idade.
Para o juiz titular da 2ª Vara da Infância e Juventude, Élio Braz, a campanha vem surpreendendo a toda a equipe do programa pela idade das crianças e adolescentes que estão sendo procurados para adoção. “São meninos e meninas entre 10 e 17 anos de idade. Então, a iniciativa tem alcançado o objetivo que é quebrar os preconceitos e mitos da adoção tardia. Por meio da ação, as crianças e jovens colaboram de forma decisiva para o sucesso do programa, pois participam e protagonizam todo o processo de adoção e confirmam seus desejos de ter uma família e encontrar amor e proteção familiar”, afirmou.
Confira o site oficial aqui


terça-feira, 4 de julho de 2017

ENCONTRO SOBRE ENTREGA VOLUNTÁRIA E ADOÇÃO ACONTECERÁ EM JULHO NO MUNICÍPIO DE ARACRUZ

Profissionais da rede de atendimento de assistência social e saúde receberão orientações durante o evento.



A Central de Apoio Multidisciplinar (CAM) da Comarca de Linhares realiza, nos dias 13 e 14 de julho de 2017, o I Encontro Municipal sobre Entrega Voluntária e Adoção de Aracruz, em parceria com as Secretarias Municipais de Educação, Saúde, e de Desenvolvimento Social e Trabalho. O evento acontecerá, das 13 às 17 horas, na Universidade Aberta do Brasil (UAB) Polo Aracruz, localizado na Rua General Aristides Guaraná, nº 23, Centro.

A iniciativa atende a um pedido dos profissionais da rede de atendimento de Aracruz e tem por objetivo discutir a entrega voluntária de crianças a partir da realidade local, bem como estabelecer um fluxo de atendimento integrado, articulando os serviços de saúde, assistência social e sistema de justiça.

O assistente social da CAM Linhares, Valdécio Carlos da Silva Júnior, explica que o encontro foi planejado exclusivamente para os profissionais, no intuito de disseminar conhecimento e aprimorar o trabalho em rede. Ainda de acordo com o servidor, uma das atribuições da CAM consiste em contribuir e participar de trabalhos que visem à integração do Poder Judiciário com instituições que desenvolvam ações na área social.

O primeiro dia do evento será destinado aos profissionais que atuam nas instituições vinculadas à política de assistência social de Aracruz, como casas de acolhimento, conselho tutelar, CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social). Já o segundo dia, será voltado para os profissionais inseridos na política de saúde, como Unidades Básicas de Saúde, Centro de Atenção Psicossocial e maternidade. Serão disponibilizadas 50 vagas em cada dia de encontro, distribuídas conforme indicação dos gestores municipais.

Central de Apoio Multidisciplinar

O Poder Judiciário do Espírito Santo possui 12 Centrais de Apoio Multidisciplinar, que levam atendimentos de Serviço Social e Psicologia a todo o Estado. A CAM Linhares contempla as comarcas de Linhares, Sooretama, Aracruz e Rio Bananal, nas matérias de Família, Infância e Juventude, Órfãos e Sucessões e Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

Serviço:

Central de Apoio Multidisciplinar de Linhares
(27) 3264-0743

Vitória, 29 de junho de 2017

Informações à Imprensa

Assessoria de Imprensa e Comunicação Social do TJES
Texto: Elza Silva (com informações da Central de Apoio Multidisciplinar de Linhares) | elcrsilva@tjes.jus.br

Andréa Resende
Assessora de Comunicação do TJES

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