Profissionais da rede de atendimento de assistência social e saúde receberão orientações durante o evento.
A Central de Apoio Multidisciplinar (CAM) da Comarca de Linhares realiza, nos dias 13 e 14 de julho de 2017, o I Encontro Municipal sobre Entrega Voluntária e Adoção de Aracruz, em parceria com as Secretarias Municipais de Educação, Saúde, e de Desenvolvimento Social e Trabalho. O evento acontecerá, das 13 às 17 horas, na Universidade Aberta do Brasil (UAB) Polo Aracruz, localizado na Rua General Aristides Guaraná, nº 23, Centro.
A iniciativa atende a um pedido dos profissionais da rede de atendimento de Aracruz e tem por objetivo discutir a entrega voluntária de crianças a partir da realidade local, bem como estabelecer um fluxo de atendimento integrado, articulando os serviços de saúde, assistência social e sistema de justiça.
O assistente social da CAM Linhares, Valdécio Carlos da Silva Júnior, explica que o encontro foi planejado exclusivamente para os profissionais, no intuito de disseminar conhecimento e aprimorar o trabalho em rede. Ainda de acordo com o servidor, uma das atribuições da CAM consiste em contribuir e participar de trabalhos que visem à integração do Poder Judiciário com instituições que desenvolvam ações na área social.
O primeiro dia do evento será destinado aos profissionais que atuam nas instituições vinculadas à política de assistência social de Aracruz, como casas de acolhimento, conselho tutelar, CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social). Já o segundo dia, será voltado para os profissionais inseridos na política de saúde, como Unidades Básicas de Saúde, Centro de Atenção Psicossocial e maternidade. Serão disponibilizadas 50 vagas em cada dia de encontro, distribuídas conforme indicação dos gestores municipais.
Central de Apoio Multidisciplinar
O Poder Judiciário do Espírito Santo possui 12 Centrais de Apoio Multidisciplinar, que levam atendimentos de Serviço Social e Psicologia a todo o Estado. A CAM Linhares contempla as comarcas de Linhares, Sooretama, Aracruz e Rio Bananal, nas matérias de Família, Infância e Juventude, Órfãos e Sucessões e Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
Serviço:
Central de Apoio Multidisciplinar de Linhares
(27) 3264-0743
Vitória, 29 de junho de 2017
Informações à Imprensa
Assessoria de Imprensa e Comunicação Social do TJES
Texto: Elza Silva (com informações da Central de Apoio Multidisciplinar de Linhares) | elcrsilva@tjes.jus.br
Andréa Resende
Assessora de Comunicação do TJES
imprensa@tjes.jus.br
www.tjes.jus.br
O Blog da CEJA/ES é um espaço para diálogo sobre conteúdos referentes à adoção com questões de interesse dos postulantes à adoção, assistentes sociais, psicólogos, juristas e todos que tenham interesse por este tema. Conta com a contribuição direta da equipe técnica da CEJA-ES.
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terça-feira, 4 de julho de 2017
terça-feira, 27 de setembro de 2016
Quando achou que nunca seria adotado, João descobriu os pais dentro da escola
As fotos resumem a alegria de João, ao descobrir que não era velho para ser adotado. Com 12 anos, desde os 9 a casa dele foi o abrigo Vovó Miloca, até que em agosto deste ano a secretária da escola e o professor de informática deram a ele o significado de família.
Antes mesmo da guarda definitiva sair, os três se reuniram no Parque das Nações Indígenas para dizer ao mundo que João era a peça que lhes faltava. Único filho de Giselle e Argemiro, a adoção entrou na vida do casal depois de perderem o terceiro bebê, por conta de uma doença genética do pai.
De início, a secretária admite que teve muita resistência, mas aceitou pelo marido. "Eu era totalmente contra, queria que fosse do meu ventre, eu tinha outra mentalidade", justifica Giselle Cavalcanti de Barros Quevedo, de 40 anos.
Entre março e abril, o Tribunal de Justiça abriu o curso para adoção e eles foram aprender como era o processo para se tornarem pais. "Foi o curso que mudou meu coração. A primeira coisa que a juíza falou foi: 'você não tem que estar aqui por causa do marido'. Eu tinha aquela mentalidade de que ele viria com a genética da família, mas o curso foi o que abriu meu coração totalmente", explica Giselle.
No penúltimo dia dos dois meses de palestras quinzenais, João se apresentou ao grupo de casais que desejavam adotar. As palavras ouvidas aquele dia não saíram da cabeça da mãe. "Meu nome é João, tenho 11 anos, vou fazer 12 semana que vem e eu vim aqui porque o meu sonho é ter uma família", repete a mãe.
Foi paixão à primeira vista. "Ele olhou pra mim, eu olhei pra ele. Ele veio até nós e era o destino de Deus. Ele estuda onde a gente trabalha e eu nunca tinha visto, meu marido quem reconheceu. São as coincidências", acredita Giselle.
Naquela noite ela dormiu pensando no menino e no dia seguinte, recebeu a visita dele na secretaria da escola. João bateu no vidro, disse 'oi tia' e perguntou se a intenção deles era de adotar e ter uma família. "Eu falei: não sei, talvez. Aí ele me disse: a gente podia ser uma família, não é? Eu falei para ele pedir para Deus, que se fosse da vontade dele...", conta. Ao marido, ela não só falou da conversa, como sugeriu que eles apadrinhassem João.
No último dia de curso, o casal perguntou se poderiam se tornar padrinhos, mas ouviram que João tinha uma família interessada, no Rio Grande do Sul. "Quando ouvi aquilo, eu falei não, não, ele vai ser nosso e corremos atrás de toda documentação", recorda Giselle.
Todos os dias ela via o filho, mesmo que perante a Justiça, eles ainda não formassem uma família, o lanchinho para ele era levado diariamente e o coração batia forte esperando o horário de entrada de João. "Ele vinha e perguntava, e aí tia? Eu falei que tinha ido pedir para adotá-lo e aí foi indo a paixão, o amor. Até que uns dias depois ele perguntou se podia me chamar de mãe".
No dia 20 de julho, aniversário de Argemiro, o casal conseguiu autorização para levar João ao passeio e depois vieram as apresentações para a família e à avó que reconheceu de cara o menino como o neto dos seus sonhos e ao casal que fotografou o ensaio.
Até que às 2h30 da tarde do dia 10 de agosto, o telefone tocou. "Oi, você já quer vim buscar o João? Eu falei o que? Não acredito...", narra Giselle. Entre lágrimas ela foi até a juíza e depois ao abrigo pegar o filho. João estava com a mochilinha pronta para ir para a casa.
"Ele perguntava: mas é de verdade mesmo? Eu vou para dormir? A gente agora vai ser uma família feliz?" recorda o casal o diálogo lá no abrigo.
"Eu? Eu estou mais feliz, por causa que estou com uma família feliz e é bem legal estar com uma família, é o que eu sempre quis". João Vitor tem um sorriso lindo, uma alegria que contagia e um carinho na voz que dá vontade de abraçá-lo. Na entrevista, ele ainda tem receio, no período de adaptação, se percebe o medo que tem daquilo não ser para sempre.
"Você era a peça que faltava, a mamãe e o papai estão mais felizes depois que você chegou?", pergunta Giselle. De supetão, João responde "acho que sim". O casal frisa "muito mais feliz meu filho, você é a peça que faltava para a gente".
Desde o primeiro "mãe", a secretária conta que já ficou babando. Era o sonho de uma vida ser chamada assim. O pai se realizou na comemoração do segundo domingo de agosto. "Parece que aquele vazio do Dia dos Pais foi preenchido. E todo dia é uma novidade para mim e para ele. Tem dia que ele me conhece melhor, tem dia que eu o conheço melhor e a gente vai se completando", descreve Argemiro Leite de Quevedo Junior, de 42 anos.
No quarto novo, que é só dele, João fala que tem um novo nome: João Vitor Cavalcanti de Quevedo e responde, com toda alegria do mundo, sobre a descoberta de que não era velho para ter uma família. "Antes eu não achava que seria adotado. Achava que não ia conseguir, porque eu já era grande e ninguém ia me adotar. Com essa idade? Ninguém adota. O que eu senti? Felicidade no meu coração, não é? Eu fiquei muito alegre".
Sobre a adoção tardia e João não ter nascido dela, Giselle explica que o amor fez essa dúvida ficar no passado. "Adoção tardia? Por ele ser uma criança grande? Tudo o que eu vi no curso, apaga mesmo... Eu não vejo que o João não saiu de mim, não tem como, parece que ele sempre esteve aqui".
Fonte: Confira o texto na íntegra em Campo Grande News - Lado B.
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quarta-feira, 14 de setembro de 2016
Bebê vítima de esquema para adoção ilegal será levado para abrigo
A Justiça determinou, nessa segunda-feira (12), que um bebê vítima de um esquema para adoção ilegal seja levado para um abrigo. Rosineide dos Santos, de 40 anos, estaria se passando pela grávida Cristiane dos Santos, 28, que deu à luz há poucos dias, na maternidade Nossa Senhora da Guia, no bairro do Poço, em Maceió.
A mãe do recém-nascido, acusada na trama, alegou não ter condições de ficar com a criança. Os parentes também informaram que não têm como se responsabilizar pelo menino. Este, portanto, será entregue ao Lar do Amparo à Crianças para Adoção (Laca), situado no bairro do Feitosa, por determinação do juiz Ygor Figueiredo, da 28ª Vara da Infância e Juventude.
Rosilene e Cristiane vão responder por falsidade ideológica, podendo pegar até cinco anos de prisão. O marido de Rosineide também será responsabilizado porque havia registrado o bebê como filho do casal.
Entenda o caso
Guarnições da Polícia Militar de Alagoas (PM-AL) encaminharam à Central de Flagrantes, no último dia 8, duas mulheres suspeitas de participar de um esquema cujo objetivo era regularizar a adoção ilegal de um bebê recém-nascido. As informações iniciais apontam que Rosineide dos Santos, de 40 anos, estaria se passando pela grávida Cristiane dos Santos, 28, que deu à luz na maternidade Nossa Senhora da Guia.
De acordo com testemunhas, funcionários e seguranças da unidade estranharam o fato de Rosineide ter se apresentado como Cristiane, chegando a assinar documentos e formulários relativos à gestação e ao parto da verdadeira mãe. No momento em que entrou na unidade hospitalar, Cristiane teria apresentado uma carteira de identidade com o nome de Rosineide dos Santos, o que, segundo a polícia, demonstra a intenção do crime.
Fonte: Gazeta Web.
terça-feira, 30 de agosto de 2016
segunda-feira, 22 de agosto de 2016
Fui adotada aos 7 anos
25.05.2016 - Quando nasci, com poucos meses de vida, fui enviada para um orfanato juntamente com uma irmã, que na época tinha quase dez anos. No orfanato, que se chamava Casa da Vó, em Rio Claro, interior de SP, morei até quase 8.
Fui adotada aos 7 anos.
Meus pais adotivos tiveram duas gestações interrompidas, e resolveram não arriscar mais. Foi então que decidiram fazer uma visita na Casa da Vó.
Logo que eles chegaram, contam que me acharam uma “gracinha”:
- Que menininho mais lindo, como se chama? – Perguntou minha mãe.
- É uma menina, tem cabelinho curto por causa de piolho. – Respondeu a inspetora do orfanato.
E assim foram acontecendo nossos encontros. Eles iam com frequência me visitar no orfanato e fomos criando intimidade.
Vivemos assim por alguns meses. Antonio, meu pai, e Laura, minha mãe, me buscavam na sexta após o colégio e me levavam de volta para o orfanato no domingo a noite.
Lembro como se fosse hoje: Quando começava a vinheta dos trapalhões (programa que passava na televisão aos domingos) era uma choradeira, eu querendo ficar e meus pais não querendo me levar.
Até que no dia 29 de maio de 1989, o juiz ligou para meu pai:
- Pronto Sr. Antonio, você já pode se considerar pai da Marcela, ela é sua!
E claro que na mesma hora, eles foram ao meu encontro.
Fui com eles para casa, mas com a consciência de que, após os trapalhões, teria que deixá-los. Eles não me contaram sobre a formalização da adoção e deixaram chegar o domingo, quando minhas lágrimas começassem a rolar, para contar a surpresa!
- Você não vai mais embora filha, você é nossa!
A emoção tomou conta de mim e nosso sonho virou realidade. Eu nasci para aquela família: com 7 anos, carinha de menino, “magrelinha” e com muito amor para dar e receber.
Hoje estou com 34 anos, casada e com dois bebês, Antônio, de 3 anos e Bento, de 1. Moro no Rio de Janeiro, meu pai continua morando em Rio Claro, e sempre que posso vou visitá-los. Minha mãezinha faleceu há 2 anos, mas com certeza ainda vive no meu coração.
Minha irmã, que citei no início, foi adotada na época em que eu ainda estava no orfanato por outra família. Depois de muito tempo vim saber que quem a adotou foi a antiga diretora do orfanato. Muitos anos se passaram, e graças a internet, nos reencontramos e, hoje, nos falamos com frequência.
Essa é a minha história de adoção, a qual sou muito grata pelo amor que recebi de meus pais.
Texto e imagens no site "MÃES AMIGAS".
terça-feira, 16 de agosto de 2016
Rotina na maternidade mostra que entregar para adoção é diferente de abandonar
Às vezes elas pedem para não ver o bebê. Não querem dar um rosto à culpa que podem vir a carregar no futuro. Nos últimos três anos, 66 mães decidiram abandonar seus filhos ainda na maternidade. Metade delas seguiu com o processo que começou ainda na gestação: de entregar o bebê para adoção. Garantido por lei, abrir mão do filho também é direito da mãe que não quer ou não pode cumprir seu papel.
O Lado B foi ouvir histórias de quem convive de perto com a ideia que soa tão absurda e condenável, a de abandonar um filho, mas que podem ensinar muito sobre amor e quebram o mito de que maternidade é para todas as mulheres.
Assistente social judiciária, Rita Diniz Santos, de 55 anos, têm cinco no núcleo de adoção do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e sete meses à frente da coordenação que também abraça o projeto "Dar a luz", criado em 2011 para atender a exigência da legislação que prevê que gestantes e mães que manifestem interesse em entregar seu filho para adoção são obrigatoriamente encaminhadas à Vara da Infância e Juventude.
Na prática, Rita vê chegar gestantes que foram encaminhadas de postos de saúde, maternidade ou hospitais, ou que procuraram na internet sobre o projeto. "Quando ligam já falam: 'quero dar meu filho para adoção'", conta Rita.
Num primeiro momento, a assistente social relata que são mulheres desesperadas e com culpa nos olhos. De perfil, são gestantes das classes baixa à mais alta e as justificativas vão desde falta de condições socioeconômicas até "projeto de vida". "Quando a criança não encaixa no projeto de vida da mãe. A gente fica meio assim, mas é uma categoria que está surgindo", explica.
Ao escolher seguir carreira no judiciário, a assistente social conta que sabia o que veria pela frente. E uma das primeiras entrevistas, ainda em Dourados, anos atrás, abriu caminho para a compreensão que hoje ela diz ter. No fundo, o que as mães procuram é uma "solução".
"Era uma profissional do sexo e eu perguntei: 'mas porque você está aqui? E ela me levou para ver o pai, com câncer terminal, por isso ela estava ali, porque ganhava mais que um salário mínimo para bancar toda medicação. Ela explicou e eu não pude falar mais nada. Foi bom, porque eu passei a entender cada uma", lembra.
Como assistente social, essas histórias ensinaram Rita a não discriminar ninguém. Nem uma mãe que entrega um filho. "Minha única angústia é quando elas falam: 'quero me ver livre disso aqui', mas foram coisas que eu fui aprendendo com cada gestante, cada ser humano. As mães também estão abandonadas e ela entregar um filho é proteger. Tanto é que o processo entra como 'medida de proteção'", explica Rita. "E a gente precisa respeitar a decisão dela", completa. No fim, o sentimento é um só: o de estar salvando vidas. "Porque a partir do momento que ela veio e nos procurou é porque ela não partiu para fazer um aborto. Isso para mim é salvar vidas".
Estagiária em Serviço Social no núcleo, Talitha Carvalho Araújo, tem 32 anos, quatro filhos e estuda para a conclusão de curso, o projeto. "Não é um crime, elas estão sendo culpadas é pela cultura que a gente tem de que a mulher engravidou e tem de ser mãe e não é bem assim. A Psicologia explica que tem mulher que não tem a maternagem", compara.
No dia a dia, a estudante diz que a primeira coisa a ser rompida foi o julgamento e ter em mente, bem claro, que o papel dela é de garantir os direitos das pessoas. "E é um direito da criança estar em um ambiente familiar dentro de todas as garantias de educação, família, escola, o que essa mulher não vai poder proporcionar", argumenta.
Mais que ser realista em admitir o que não pode dar, Talitha vê essas gestantes praticando um gesto de amor. "É amor, também da parte dela, em entregar para alguém o que ela não quer ou às vezes não pode fazer. E o que a gente aprende é que tem que ter uma força muito grande para isso", resume.
Do outro lado da ponta, está quem faz este atendimento quando a mulher entra para banhar bebê. Jackeline Medeiros Pereira tem 34 anos, é psicóloga na Maternidade Cândido Mariano, e entende que entregar para adoção é bem diferente de abandonar. "É uma decisão difícil, mas a gente sabe que é consciente. Quando a mãe decide entregar, ela está dando a essa criança a chance de ter aquilo que ela não pode prover".
É com ela que o contato chega ao "clímax", quando a mulher ouve o choro do bebê e ainda assim, quer distância. "A maioria prefere não olhar, porque basta olhar para começar um vínculo e as que escolhem ver, é como se fosse uma despedida, porque depois não veem mais", explica.
A maioria dos casos que ela atende são de mães que não podem prover materialmente ou emocionalmente. Quando a mãe não pode, se entende, quando ela não quer, se respeita. "A gente entende e respeita a decisão delas", diz Jackeline. Mas a aceitação é um processo e bem complicado.
"Me lembro da primeira mãe que eu atendi - trabalhar no projeto foi um amadurecimento - essa coisa de que mãe não pode abandonar bebê está entranhado em qualquer pessoa", pontua a psicóloga.
A jovem tinha 25 anos e uma filha de 4. "Quando eu fui conversar, perguntei o que ela sentia pelo bebê e ela disse: 'eu não sinto nada', Nossa, na época a minha filha tinha 1 ano e pouquinho e aquilo foi uma facada. É difícil compreender as razões da mãe, porque quando você gera, imagina uma história de vida dessa criança dentro da sua vida e de repente você se depara com uma mãe que não quer essa criança na vida dela?" se pergunta.
Foi aí que ela aprendeu, na prática, que o amor incondicional de uma mãe é um mito e que não vale para todas as mulheres. "Cada mãe que veio chegando, eu fui conhecendo as histórias e entendendo o processo. Todo mundo tem seu lado religioso, espiritual e eu tenho certeza de que Deus prepara essas mães para gerar um filho para outras mães. Não tem outra explicação", acredita.
Um ano atrás, uma mãe deu a luz e não quis ver o rosto do bebê. A criança chorava tanto e depois de horas, ela decidiu pegá-lo no colo. "Ela pôs ele de frente assim e conversou. Foi uma coisa que fica na cabeça da gente, porque foi como se ela dissesse que estava fazendo aquilo porque era o melhor que poderia dar naquele momento e que era por amor. Ele não chorou mais. Ali foi como se fosse o consentimento dessa separação", se emociona Jackeline.
A mãe que deixa o filho para trás vivencia o luto por alguém que continua vivo, mas não com ela. As crianças que são entregues para adoção assim, têm direito de ir atrás da mãe quando completar 18 anos. Antes disso, o processo é segredo de justiça.
"E vou te dizer, que muitas dessas mães estão vivendo à espera desse reencontro. Têm crianças hoje com 4, 5 anos, então faltam aí 13, mas é uma incerteza. O que eu sinto é que algumas mulheres são muito fortes a ponto de abrir mão de algo importante que é seu filho e por amor e eu tenho um respeito enorme pelas que decidem fazer isso".
Reportagem encontrada no site Campo Grande News - Lado B.
Casal gay faz adoção tardia de irmãos e alfabetiza criança de 9 anos em 2 meses
Os garotos viviam no Lar da Criança, em Cuiabá, até o casal aparecer com a casa e o coração abertos para a adoção. Casados há quase oito anos, Paulo e Admilson decidiram que queriam adotar filhos para que a família ficasse completa.
Nova vida
A vida em família começou com uma festa de chegada, em 14 de agosto de 2015. Depois disso, a rotina se tornou ‘normal’ como a de qualquer ‘família tradicional brasileira’, com a diferença única de que as crianças precisavam se adaptar. Victor Hugo, por exemplo, já estava no terceiro ano da escola quando foi adotado, mas ainda era analfabeto.
“Nós fizemos uma força tarefa, conversamos com os professores, ficamos em cima, colocamos em aula particular. Em dois meses ele estava lendo. Acho legal frisar isso porque muita gente pergunta, o que um casal gay vai ensinar para uma criança? Isso: vai ensinar o que eles não aprenderam em três anos”, desabafou Paulo. Segundo os pais, o amor, carinho e principalmente a preocupação que uma família oferece às crianças influencia no aprendizado. “Quando eles vivem no abrigo, até os professores da escola pensam ‘ah, é criança do abrigo, não vai virar ninguém mesmo’, e não dão atenção”, afirmou.
“O Alejandro deu uma entrevista uma vez dizendo que tinha medo de viver na rua. É isso que oferecemos para eles: segurança. Um lugar onde eles possam crescer bem, felizes e seguros”, afirmou Admilson. Por incrível que pareça, nem mesmo as possíveis adversidades que os pais acreditavam que viriam dos colegas de escola aconteceram. “O Victor tinha outros dois colegas, um tinha dois pais e o outro tinha duas mães. Eles nunca sofreram preconceito por isso”.
“Eu mesmo disse pra minha professora que meu pai era gay, e pedi pra ela falar pra sala. Depois, ninguém fez piada nem nada. Eles só ficaram fazendo um monte de perguntas”, explicou o garoto.
Olhar o sorriso no rosto dos meninos já seria o suficiente para entender que a situação é favorável. Alejandro, hoje, sonha em ser médico. Victor prefere o caminho do sertanejo ou, quem sabe, ser jogador de futebol. Os devaneios infantis podem, por fim, ter uma ponta de realidade. Para quem estava fadado a virar estatística, um bolo de fubá e uma xícara de café à mesa, no meio da tarde e no seio da família, já é um grande evento.
Confira toda a entrevista em Olhar Direto/Conceito.
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segunda-feira, 15 de agosto de 2016
Profissionais podem prestar serviços a crianças acolhidas
A Coordenadoria das Varas da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (TJES) está cadastrando profissionais liberais e empresas que tenham interesse em ser um padrinho prestador de serviço para crianças e adolescentes institucionalizados, ou seja, que se encontram em abrigo, e afastadas de seu núcleo familiar.
Os interessados irão, por meio de ações de responsabilidade social junto às instituições acolhedoras, atender as crianças e adolescentes, conforme sua especialidade de trabalho ou habilidade, apresentando um plano de atividade para algumas das mais de 860 crianças e adolescentes em situação de acolhimento em abrigos do Espírito Santo.
O projeto está aberto a psicólogos, fonoaudiólogos, médicos, fisioterapeutas, educadores físicos e assistentes sociais, porém, não se restringe apenas à área de saúde. Professores de língua, música, teatro, pedagogos e profissionais das mais diversas especialidades podem participar, desde que credenciados aos órgãos de sua categoria.
Os interessados devem entrar em contato com a Coordenadoria das Varas da Infância e Juventude do TJES por meio dos telefones (27) 3334-2044 e 3334-2729, ou pelo e-mail coordenadoriainfancia@tjes.jus.br.
Além de prestadores de serviço, os interessados também podem participar nas modalidades padrinho afetivo e padrinho provedor. Para entender mais sobre as modalidades e os requisitos necessários a elaboração e execução dos projetos de apadrinhamento, clique aqui.
Vitória, 10 de agosto de 2016
Informações à Imprensa:
Assessoria de Imprensa e Comunicação Social do TJES
Texto: Thiago Lopes - thflopes@tjes.jus.br
Andréa Resende
Assessora de Comunicação do TJES
imprensa@tjes.jus.br
www.tjes.jus.br
Desinformação impede que homens solteiros adotem crianças, dizem juízes
Célio Wanderson de Araújo é assistente social no Distrito Federal (DF), solteiro, e desde 2013 é pai de dois irmãos: um menino de 9 e outro de 11 anos. Peterson Rodrigues dos Santos, vendedor em Porto Alegre (RS), solteiro, se tornou pai de um menino de 9 anos em 2015. José Ubiratan Vieira Cavalcanti, técnico em enfermagem em Recife (PE) se tornou pai de um menino de sete anos com paralisia cerebral em 2009. Esses são apenas alguns dos casos de adoção bem-sucedida feita por “pais solteiros” em todo o país. Todos foram unânimes em afirmar que o amor incondicional foi o que os motivou a encarar o desafio de criar uma criança adotiva sozinhos.
Atualmente, dos mais de 37 mil pretendentes inscritos no Cadastro Nacional de Adoção, gerido pela Corregedoria Nacional de Justiça, órgão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 5.019 são pessoas solteiras. Em média, elas representam cerca de 15% do total de crianças adotadas em todo o país. Não existem dados específicos sobre adoção de crianças por homens solteiros. No entanto, magistrados da Vara da Infância consultados pelo CNJ confirmam que o número ainda é muito pequeno e aquém do que poderia ser.
“Culturalmente o homem ainda não se descobriu como capaz de formar uma família sem a necessidade de uma mulher”, afirmou o juiz Élio Braz, titular da 2ª Vara da Infância e Juventude de Recife. “Eles tendem a achar que não ‘levam jeito’. Só que para adotar uma criança não precisa ter ‘jeito’, mas ter amor”, completou.
Confira as informações na íntegra no site do CNJ.
FELIZ DIA DOS PAIS...
Pai é o que se torna referência na criação.
Para muitos homens, a paternidade veio com a adoção de crianças. Neste ato, surgem os laços de amor que superam a barreira do sangue.
G1 - TV Sergipe
Para muitos homens, a paternidade veio com a adoção de crianças. Neste ato, surgem os laços de amor que superam a barreira do sangue.
G1 - TV Sergipe
terça-feira, 9 de agosto de 2016
Atendimento à gestante que deseja entregar filho
“A gestante que manifestar, em qualquer um dos serviços da rede de atenção e cuidado materno-infantil do território, interesse em entregar espontaneamente seu filho recém-nascido, deve ser atendida e orientada por profissional, preferencialmente, assistente social e/ou psicólogo”, isso é o que recomenda o Ato Normativo Conjunto 10/2016, assinado pelo presidente do TJES, desembargador Annibal de Rezende Lima; pelo corregedor geral da Justiça do Estado, desembargador Ronaldo Gonçalves de Sousa; e pela Supervisora das Varas da Infância e Juventude, desembargadora Eliana Junqueira Munhós Ferreira.
O Ato Normativo Conjunto 10/2016 foi publicado na quinta-feira dia 04 de agosto. Confira todas as informações no site do TJES.
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
Restrições feitas por famílias dificultam adoção
Segundo MP, maioria prefere criança recém-nascida, branca e saudável.
Atualmente, são 500 crianças precisando de lar para 3 mil candidatos.
Generosidade
Gustavo aguardou 15 anos para ter uma família, pois estava na fila de adoção com dois irmãos. “Eu pedi para falar com a juíza e abri mão de nós três irmos juntos, para facilitar a adoção deles e para que eles não sofressem o que sofri lá dentro”, contou.
Os dois irmãos menores encontraram um lar, mas Gustavo, acabou ficando para trás, até que a família de um dos irmãos descobriu o que ele havia feito.
“Quando soubemos da história, que o Gustavo abriu mão da adoção dele pelos dois irmãos, não não havia como perdê-lo”, disse Reginaldo dos Santos, pai dos meninos.
“O meu grande sonho era ser chamado de pai e foi a grande alegria da minha vida, o dia em que o Guilherme e o Gustavo me chamaram assim”, emociona-se.
Em Santa Catarina, atualmente, são 539 crianças e adolescentes na fila de espera, de acordo com o MP. Enquanto isso, 3,2 mil candidatos querem adotar um filho, o que chega a quase seis famílias para cada criança.
Restrições das famílias
Conforme o MP, menos de 40% dos candidatos aceitam crianças negras e menos de 1% está disposto a adotar um filho com algum tipo de deficiência mental.
“Isso é um problema seríssimo, porque muitas crianças ou adolescentes acabam ficando em instituições até os 18 anos de idade”, disse o promotor Marcelo Wegner.
Amor à primeira vista
Maria de Lourdes Apolinário estava planejando adotar uma criança, até que conheceu Josué. Portador de Síndrome e Down, ele morou a vida toda em uma casa-abrigo. Quando Josué e Lourdinha se conheceram em um jantar beneficente, ela não teve dúvidas.
“Era um desejo assim como outras mães também têm desejo de ter mais filhos. Acho que isso é independente de qualquer idade”, relatou.
“A gente fala que a gente quer encontrar famílias para as crianças, e não crianças para as famílias. Que essas crianças tenham um lar, que essas famílias também tenham seus filhos e todos possam ser felizes juntos”, espera a psicóloga da Vara da Infância Helena Eidt.
Josué tem dificuldades para falar, mas uma palavra ele aprendeu logo de cara: “A mãe!”, exclama o menino.
Confira a entrevista na íntegra no site do G1.
quinta-feira, 4 de agosto de 2016
Projeto do TJPE permite encontro por videoconferência antes da adoção
Uma ação desenvolvida pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) está usando a tecnologia para auxiliar quem quer adotar crianças e adolescentes. Por meio de vídeoconferências, o projeto Conhecer Virtual permite que os futuros pais adotivos possam ter um contato inicial com os jovens e crianças que estão nos abrigos que ficam em outra cidade.
Para a juíza da infância Hélia Viegas, o projeto facilita bastante a formação do vínculo afetivo entre os futuros pais e filhos. “O encontro de quem vive numa localidade diversa implica custo, disponibilidade de tempo. Por isso, antes do programa, o primeiro encontro só acontecia após a adoção”, comenta.
O programa foi implantado em 2015 e já possibilitou seis encontros, de seis processos de adoção diferentes, inclusive internacionais. “Temos o caso de três casais italianos que adotaram um grupo de cinco irmãos. Então veja a facilidade, a prática positiva desse programa”, pontua ainda Hélia Viegas. Qualquer pessoa que seja candidato a adotar -- e esteja inscrita no Cadastro Nacional de Adoção -- pode utilizar o sistema de vídeo conferência.
A iniciativa permite ainda que os futuros pais adotivos possam esclarecer os procedimentos referentes à adoção, além de receberem informações relevantes sobre as crianças e orientação nos primeiros dias de convivência familiar. O TJPE garante que a tecnologia utilizada para transmitir os encontros por videoconferência asseguram sigilo de dados.
Confira a reportagem na íntegra no site do G1.
sexta-feira, 15 de julho de 2016
Sintomas da Adoção Tardia e Adaptação
Crianças que permaneceram em abrigo por um longo período e foram adotadas tardiamente exigem uma maior atenção na fase de ajustamento/adaptação à sua família. A adoção tardia é um conceito usado quando há a adoção de crianças com mais de 3 anos de idade.
Nessa idade as crianças já tem uma independência relativa ao de um bebê, muitas delas já consegue se alimentar, se locomover, falar com maior destreza e possivelmente já não usam mais fraldas. Muitas vezes essa relativa autonomia da criança alimenta o ideal de alguns pretendentes à adoção que desejam adotar uma criança que dê menos “trabalho” que um bebê. Esse é um ideal falho, uma vez que toda criança dá “trabalho”, independente da sua idade.
Longe de universalizar as adoções, pois sem dúvida, cada história de adoção é ímpar, única, singular, e bela. E também longe de romantizá-la (assim como a maternidade biológica), pois seria um desserviço, meu, aos pais, o processo de adaptação da criança adotada tardiamente é trabalhoso sim, exige um exalar de amor incondicional à uma pessoinha que com o pouco tempo de vida que tem, convive com a dor da angústia, da separação, da negligência, da desproteção, do desamor, e mesmo que ela esteja desejosa de ter uma família, ela irá testá-la para confirmar, se pode “usá-la” como um pote onde ela despejará seu amor, seu carinho, mas também seus medos, raivas, angústias, tristezas e incertezas.
Confira a íntegra do texto no site Gravidez Invisível.
quarta-feira, 13 de julho de 2016
"Adotar duas crianças me fez rejuvenescer", diz psicólogo de 65 anos
| O psicólogo Amadeu Roseli Cruz, 65, no quarto das filhas, Lalá e Lili, em Belo Horizonte |
O psicólogo e professor Amadeu Roseli Cruz, 65, de Belo Horizonte (MG), levou muito tempo para concretizar o sonho de ser pai, mas conseguiu e não poderia estar mais feliz. Ele e a mulher, Monica, 45, passaram por seis inseminações artificiais que não deram resultado antes de partir para a adoção.
“Após oito anos de casados e muitas tentativas, os filhos não vinham. Então, entramos na fila da adoção e esperamos por quatro anos até chegar a nossa vez”, conta.
Depois disso, por causa da burocracia que envolve o processo, o casal ainda precisou aguardar dois anos para que a adoção se concretizasse. “Conseguir a guarda das duas irmãs, então com dois e três anos, até que foi rápido. Elas vieram para a nossa casa em maio de 2013, mas a adoção saiu somente em junho deste ano”, diz.
Segundo Cruz, a idade avançada não foi empecilho para concretizar os planos do casal. “Nesse caso, a lei faz recomendações, mais do que proibições, o que é o correto. A equipe do juizado faz a avaliações e o juiz decide. Idoso com ótimas condições de saúde, vida saudável e projeto de vida é mais interessante do que jovens adotantes sem qualidade de vida. O fato de o cônjuge ser mais novo ajuda muito também.”
Laisa e Ana Alice, chamadas carinhosamente pelos pais de Lalá e Lili, não tiveram dificuldades de se habituar a nova casa. “A adaptação das meninas foi total e imediata. Elas são muito carentes, querem dar certo na vida e ter uma família.”
E por falar em família, os parentes de Amadeu e Monica adoraram a novidade de ter as crianças por perto e fazem até disputa para ver quem atende melhor e mais rápido às demandas das meninas.
O professor conta que, no começo, a filha mais velha ficou preocupada que, por causa de sua idade, o pai pudesse morrer em breve. “Expliquei que, na verdade, pode-se morrer em qualquer idade.”
Segundo ele, ter 65 anos não interfere em nada nas atividades feitas em conjunto com as crianças. “Fazemos as tarefas da escola, lemos histórias, vemos filmes, passeamos, jogamos, fazemos refeições, viajamos, tudo isso juntos”.
Fora de casa, entretanto, o preconceito é uma constante. “Na escola, os colegas das minhas filhas perguntam frequentemente se sou mesmo pai ou avô. Dou risada, mas elas ficam bravas. Já os flanelinhas, para serem gentis falam: ‘aí, vovô, passeando com as netinhas?’, as meninas se irritam e tentam explicar que sou o pai. Isso é inevitável pelos meus cabelos e barba brancos. Não me incomoda.”
Em sua opinião, a idade não deve ser empecilho à adoção, embora deva ser levada em consideração. “A criança precisa de segurança e proteção. A família extensa pode participar e garantir o conforto da criança. Adotar é uma forma de rejuvenescimento.”
Maravilhado com a mudança positiva que a presença das filhas trouxe à sua vida, o psicólogo diz que recomenda a adoção para todo mundo e espera que a prática seja mais desburocratizada no futuro. “No primeiro mês, perdi três quilos de tanto carregá-las no colo. Minhas refeições ficaram mais saudáveis, movimento-me muito mais e tenho alegrias todos os dias.”
A adoção também uniu o casal. “Nossos projetos de vida foram atualizados.” Outra mudança foi o surgimento de uma preocupação maior com a vida e com a sociedade. “Tenho muito mais cuidado --em função de minhas filhas-- em escolher políticos não demagogos para votar, afinal, estou escolhendo o futuro delas.”
segunda-feira, 11 de julho de 2016
TJES comemora aniversário do Estatuto da Criança e do Adolescente
Crianças e adolescentes da Rede Aica, da Casa Montanha da Esperança e do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases) participaram, na tarde desta sexta-feira (08), de um evento em comemoração aos 26 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (Ecriad). Sancionada em 13 de julho de 1990, a Lei Federal 8069/90 dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente.
O juiz da Coordenadoria da Infância e da Juventude, Vladson Couto Bittencourt, ressaltou que o Ecriad é uma Lei de Vanguarda, que traz muitas obrigações para o Estado, a família e a sociedade. O magistrado também lamentou que ainda não tenha sido implantada em sua totalidade. A juíza Janete Pantaleão lembrou que a lei é elogiada nos países mais desenvolvidos do mundo e ressalta o potencial da criança e do adolescente, cuja pequena amostra poderia ser vista nas apresentações, que aconteceram no andar térreo do Tribunal de Justiça.
O evento teve início com uma apresentação de música dos adolescentes da Orquestra da Casa Montanha da Esperança. Em seguida, os meninos da mesma instituição de acolhimento fizeram uma apresentação de dança. Magistrados, servidores, estagiários e jurisdicionados também puderam assistir ao trabalho desenvolvido pelas meninas da Escola de Esportes da Prefeitura de Vitória, que mistura Ginástica Rítmica e Ballet.
A equipe da Rede Aica, que atende aproximadamente 1500 crianças e adolescentes de Serra com atividades esportivas, pedagógicas, culturais e profissionalizantes, entre outras, trouxe para a comemoração apresentações de percussão e rap, além dos artesanatos produzidos pelos meninos e meninas de suas instituições. As crianças e adolescentes envolvidos na ação também participaram da Visita Monitorada, projeto do TJES onde são apresentadas as instalações e o funcionamento do órgão.
Ao encerrar o evento, desenvolvido pela Coordenadoria da Infância e Juventude, o juiz Vladson Bittencourt falou sobre a importância dessa integração, “para que todos vejam que cada um tem seu caminho, sua escolha, sua oportunidade de acertar”.
Vitória, 08 de julho de 2016
Informações à imprensa:
Assessoria de Imprensa e Comunicação Social do TJES
Texto: Elza Silva | elcrsilva@tjes.jus.br
Andréa Resende
Assessora de Comunicação do TJES
sexta-feira, 1 de julho de 2016
Fila de adoção tem 6,5 mil crianças e adolescentes no Brasil
Segundo dados do Cadastro Nacional de Adoção, para cada criança na fila, há cinco famílias querendo adotar. O perfil das crianças que os futuros pais sonham, no entanto, é bastante restrito. No Brasil, 29% das famílias querem adotar somente meninas e quase 70% não aceitam ficar com os irmãos. São meninos pardos entre 8 e 17 anos com irmãos que acabam ficando mais tempo nos abrigos. E enquanto 69% só aceitam crianças sem doenças, mais de 25% possuem problemas de saúde. O ‘Globo News Especial’ mostra um retrato da adoção no Brasil, com casos polêmicos e um debate sobre as dificuldades que os casais e as famílias enfrentam desde a decisão de adotar, a burocracia e toda espera.
Mais de 35 mil pessoas estão na fila da adoção no Brasil e 6,5 mil crianças e adolescentes esperam por uma família. Só no Rio de Janeiro, há mais de 3 mil pessoas na fila, à espera de uma criança.
Quando uma criança dá entrada em um abrigo, ela não pode ser adotada imediatamente. A Justiça antes tenta integrá-la a família biológica. Primeiro aos pais, mas se não for possível a qualquer outro parente. Tudo isso deve durar até dois anos, que é o tempo previsto por lei para as crianças viverem em um abrigo, mas, na prática, esse prazo nem sempre é possível e muitas acabam crescendo no abrigo. “A gente vai acabar com todos os esforços para que a gente possa ter para que essa criança fique dentro da família biológica, em último caso ela vai ser disponibilizada para adoção", declara Gabriella Pinto, chefe do Cadastro de Adotandos e Adotados de Fortaleza.
A Fátima Santos, por exemplo, esperou por quatro anos no Cadastro Nacional de Adoção até se tornar mãe de Ana Luíza. “A gente acha que nunca vai acontecer, porque era o meu maior sonho, desejo, e eu nunca pude ter filho. Eu acho que é um ato de amor porque você vai amar o que não é seu, você vai amar uma pessoa que nasceu de outra pessoa. Com os problemas que a gente passa só adota quem ama muito e tem muita vontade”, declara.
“O amor é construído no dia a dia e eu acho que a pessoa que quer adotar, seja seu filho biológico ou não, é uma pessoa que está aberta a construir esse amor. Então, a gente fala que a gente deseja um mundo com mais adoção, um mundo mais adotivo em todas as atitudes, em todas as atitudes precisa ter amor”, afirma a presidente da Acalanto, Karine Zaranza.
Esta e outras informações no site do G1 - Globo News
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terça-feira, 28 de junho de 2016
Férias: confira as regras para viagem de criança e adolescente
Com a aproximação do período de férias escolares, os pais ou responsáveis devem ficar atentos à documentação exigida para viagem de crianças e adolescentes. A autorização judicial de viagem nacional é dispensável para menores de 12 a 18 anos, acompanhados ou desacompanhados. Segundo o Ato Normativo Conjunto 005/2016 do Tribunal de Justiça e da Corregedoria Geral da Justiça do Espírito Santo, nos casos de viagem nacional, o adolescente pode ser identificado por meio de documento de identidade ou certidão de nascimento original ou cópia autenticada.
Já para crianças, até 12 anos incompletos, a autorização judicial de viagem nacional é dispensável desde que acompanhadas por um dos pais; acompanhadas por responsável legal (tutor ou guardião), comprovada a tutela ou a guarda por documento hábil original ou em cópia autenticada; acompanhadas por outro ascendente ou por colateral até o terceiro grau, desde que maior de 18 anos; acompanhadas por pessoa maior de 18 anos expressamente autorizadas pelo pai, mãe ou responsável legal, por escrito e com firma reconhecida por autenticidade ou semelhança; tratar-se de Comarca contígua a da residência da criança, desde que na mesma unidade da Federação ou incluída na mesma região metropolitana. Nos casos de viagem nacional, a criança poderá ser identificada por meio de documento de identidade ou certidão de nascimento original ou cópia autenticada.
A autorização dos pais ou responsável legal para viagem nacional de criança acompanhada de pessoa maior de 18 anos deve conter qualificação completa, endereço, tipo e número do documento de identificação: da criança; de pelo menos um dos pais; do responsável legal (tutor ou guardião), se for o caso; e do acompanhante maior de 18 anos. O documento também deve indicar o destino da viagem e o prazo de validade, além de conter firma reconhecida, salvo quando a autorização constar de instrumento público.
Obrigatoriedade de Autorização Judicial
A autorização judicial para criança viajar desacompanhada dentro do território nacional é indispensável, conforme o artigo 83 do Estatuto da Criança e do Adolescente. Já a autorização judicial para viagem nacional de adolescente somente será indispensável no caso de dúvida quanto a sua identificação ou ausência de documento de identidade ou certidão de nascimento original ou cópia autenticada.
Procedimento de Autorização Judicial para Viagem Nacional e Internacional
O requerimento dos pais ou responsável legal (guardião ou tutor) para a autorização de viagens para crianças, no território nacional; e para criança ou adolescente ao exterior, deverá ser instruído com documentos do requerente; da criança ou do adolescente; do acompanhante, se for o caso; e comprovante de residência.
O requerimento de autorização judicial para viagem nacional e internacional poderá ser apresentado diretamente pelo interessado, sem a necessidade de representação por advogado. Será exigida a representação por advogado nos casos de conflito de interesse entre os pais ou entre estes e os responsáveis legais, bem como quando um dos pais se encontrar em local incerto e não sabido.
Nos casos de viagens internacionais de crianças e adolescentes, devem ser observadas as disposições constantes na Resolução nº 131 do Conselho Nacional de Justiça, de 26 de maio de 2011, que trata sobre a concessão de autorização de viagem ao exterior de crianças e adolescentes brasileiros.
Vitória, 27 de junho de 2016.
Assessoria de Imprensa e Comunicação Social do TJES
Texto: Elza Silva | elcrsilva@tjes.jus.br
Andréa Resende
Assessora de Comunicação do TJES
www.tjes.jus.br
sexta-feira, 24 de junho de 2016
Pontal lança programa de apadrinhamento afetivo para menor acolhido
A Justiça de Pontal lançou o Programa Apadrinhamento Afetivo para crianças e adolescentes acolhidos institucionalmente e com poucas possibilidades de adoção. O objetivo é criar e estimular a manutenção de vínculos afetivos, ampliando as oportunidades de convivência familiar e comunitária. A iniciativa permite que pessoas com mais de 18 anos de idade se tornem padrinho ou madrinha e garantam experiências familiares, comunitárias e melhoras na autoestima dos pequenos, geralmente crianças e adolescentes com vínculos familiares fragilizados ou rompidos.
O projeto foi lançado em Pontal no mês passado, com palestra da psicóloga do grupo de apoio e incentivo à adoção Crescendo em Família, Júlia de Rezo Sant’Ana. Ela falou sobre a importância do afeto na vida de crianças e adolescentes e expôs sua experiência como madrinha afetiva. O evento contou com a participação de magistrados, representantes da rede socioassistencial, educação, saúde, segurança pública e entidades religiosas do município.
Quem tiver interesse em apadrinhar na comarca de Pontal precisa residir na cidade e, sobretudo, ter o desejo de envolver-se, a longo prazo, com a criança ou adolescente. Informações e cadastro podem ser obtidos no Setor Técnico do fórum.
A mesa de autoridades foi composta pela juíza da 1ª Vara de Pontal, Aline de Oliveira Machado Bonesso Pereira de Carvalho; pelo promotor Anderson de Castro Ogrízio; pela secretária municipal de Promoção Social, Irene Batista Sales Carneiro; e pela presidente da Câmara Municipal, Regislena Bazan.
Fonte: CNJ notícias.
segunda-feira, 20 de junho de 2016
Após 32 anos, abrigo no RS encaminha primeira criança deficiente para casal
| Equipe de atendimento e crianças da Casa do Menino Jesus de Praga em Porto Alegre |
A reportagem na íntegra está no Jornal Online: Folha de S. Paulo
do dia 18 de junho de 2016. Confira!
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