O Blog da CEJA/ES é um espaço para diálogo sobre conteúdos referentes à adoção com questões de interesse dos postulantes à adoção, assistentes sociais, psicólogos, juristas e todos que tenham interesse por este tema. Conta com a contribuição direta da equipe técnica da CEJA-ES.
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quarta-feira, 22 de agosto de 2018
CADASTRO NACIONAL DE ADOÇÃO QUE TEM COMO BASE SISTEMA DESENVOLVIDO PELO TJES É LANÇADO PELO CNJ E ELOGIADO PELO CORREGEDOR NACIONAL
Juízes da Infância e da Juventude e servidores do Judiciário Estadual participaram da solenidade.
O novo Cadastro Nacional de Adoção (CNA) lançado em Brasília, pela Corregedoria Nacional de Justiça e que vai facilitar as adoções de nove mil crianças que aguardam por uma família em instituições de acolhimento de todo o Brasil, tem como base o sistema desenvolvido pela Corregedoria Geral da Justiça do Espírito Santo. A ideia central do programa é colocar sempre a criança como sujeito principal do processo, para que se permita a busca de uma família para ela, e não o contrário.
O lançamento do novo sistema foi feito pelo corregedor nacional de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, que elogiou o presidente do TJES e a equipe técnica do Judiciário capixaba pela condução dos trabalhos relativos ao projeto. A nova plataforma teve como base o Sistema de Informação e Gerência da Adoção e do Acolhimento no Espírito Santo (SIGA/ES). Para se transformar num sistema que seria utilizado em todo o País, o SIGA-ES foi aprimorado e novas funcionalidades foram implantadas para atender a todos os tribunais, tendo em vista que cada estado tem as suas particularidades, a sua forma de trabalhar.
O evento contou com a presença da juíza da Corregedoria Geral da Justiça (CGJ-ES) Ednalva da Penha Binda; da juíza coordenadora das Varas da Infância e da Juventude, Patrícia Neves; da juíza da 1ª Vara da Infância e da Juventude de Cariacica, Morgana Dario Emerick; e do juiz da 1ª Vara da Infância e da Juventude de Colatina, Ewerton Nicoli.
Os servidores do TJES que atuaram diretamente na adequação do sistema também estiveram presentes na solenidade, são eles: Isabely Fontana da Mota e Helerson Elias Silva, da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA-ES), o secretário de Tecnologia da Informação (STI), Carlos Vinícius de Arimatéia, e os servidores Ricardo Guidoni Nascimento e Lauro Bortoli (STI).
O secretário de TI contou que participar do projeto tem sido um desafio muito grande, e ressaltou o envolvimento da Presidência do TJES, da Corregedoria Geral da Justiça e de toda a equipe técnica como fator determinante para o sucesso da iniciativa. “É muito gratificante levar o nome do Tribunal de Justiça do Espírito Santo a um patamar nacional com um sistema tão importante”, ressaltou.
Além das Comarcas capixabas, o sistema já foi testado em oito Varas de Infância dos Estados de São Paulo, Paraná, Bahia e Rondônia. A nova versão já está presente em 79 Comarcas e será implantada gradativamente – a expectativa é que, até o fim do primeiro semestre de 2019, todas as Varas já tenham pleno funcionamento do cadastro.
Entre os avanços do novo Cadastro Nacional de Adoção, estão: busca inteligente (varredura automática diária entre perfil de crianças e pretendentes, informando ao juiz); emissão de alertas para a Corregedoria em caso de demora nos prazos dos processos com crianças acolhidas; cadastro dinâmico, com atualização facilitada e acesso dos pretendentes por login e senha; busca de dados aproximados do perfil escolhido para ampliar as possibilidades de adoção; e integração do CNA com o Cadastro Nacional de Crianças Acolhidas (CNCA), entre outros.
Treinamento
Durante os dias 21 e 22 de agosto, os servidores do PJES, Helerson Elias Silva e Isabely Fontana da Mota, juntamente com a juíza auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, Sandra Aparecida Silvestre de Frias Torres, darão um treinamento para juízes, servidores e representantes do Ministério Público e da Defensoria Pública, com o objetivo de oferecer a esses profissionais uma formação básica sobre as funcionalidades do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento de Crianças e Adolescentes.
Neste curso, será apresentado um breve histórico da construção do novo cadastro, questões relevantes relacionadas ao sistema de proteção da infância e da juventude, além de uma parte mais prática, direcionada para a utilização do sistema, passo a passo.
A solenidade de lançamento aconteceu ontem, 20/08, na sede do STJ, em Brasília.
SIGA-ES
O Sistema SIGA, do Poder Judiciário do Espírito Santo, foi implantado em 2008 pela Corregedoria Geral da Justiça do Espírito Santo (CGJ-ES), na gestão do desembargador Romulo Taddei. Trata-se de um cadastro único disponibilizado a todos os Juízos e Ministério Público com competência na área da Infância e da Juventude no Estado. Contém as informações de crianças e adolescentes em acolhimento institucional, em condições ou não de inserção em família substituta, sob guarda com fins de adoção, bem como as informações sobre os pretendentes habilitados à adoção e de todas as instituições de acolhimento e famílias acolhedoras do Estado.
Vitória, 21 de agosto de 2018.
Informações à Imprensa
Assessoria de Imprensa e Comunicação Social do TJES
Texto: Elza Silva (com informações do CNJ) | elcrsilva@tjes.jus.br
Andréa Resende
Assessora de Comunicação do TJES
imprensa@tjes.jus.br
www.tjes.jus.br
sexta-feira, 25 de maio de 2018
SEMINÁRIO "Pelos caminhos da adoção: do interesse dos pretendentes ao convívio com as famílias adotivas"
O curso de Psicologia está apoiando o seminário ‘Pelos caminhos da adoção: do interesse dos pretendentes ao convívio com as famílias adotivas’, que será realizado pelo Núcleo de Estudos, Pesquisas e Intervenção com Crianças, Adolescentes e Famílias- Necriad, da Universidade Federal do Espírito Santo. O evento será realizado no dia 12 de junho, às 13h, no Auditório da Católica de Vitória.
Para se inscrever, envie um e-mail com seu nome e Instituição de ensino para seminarioadocao2018@gmail.com
Confira a programação e participe!!!
Três Vivas para a Adoção!!!
O E-book do “Três Vivas para a Adoção” é gratuito.
“Três Vivas para a Adoção” é uma realização do MAIS – Movimento de Ação e Inovação Social (Movimento Down e Movimento Zika), com apoio da Angaad – Associação Nacional de Grupos de Apoio à Adoção, Aconchego – Grupo de Apoio à Convivência Familiar e Comunitária, Fundação Ford, ABRAMINJ – Associação Brasileira dos Magistrados da Infância e da Juventude e do Fonajup – Fórum Nacional de Justiça Protetiva,
Autoras – Patricia Almeida e Fabiana Gadelha
Contato: patricia.smalmeida@gmail.com
Baixe gratuitamente em PDF:
O Cadastro Nacional de Adoção mostra uma realidade que precisa ser mudada. De um lado, mais de 40 mil pais pretendentes a adotar. Do outro, menos de 9 mil filhos possíveis em busca de uma família.
Isso se dá porque a maioria das pessoas indica um perfil muito restrito, deixando de fora as crianças reais que estão cadastradas para adoção – maiores de 5 anos, pardas ou negras, com deficiência, doença crônica ou grupos de irmãos.
Só que estas, na verdade, são as crianças que mais precisam de uma família carinhosa e cuidadosa.
Várias varas da infância e da juventude têm tomado medidas para motivar a adoção de crianças fora do perfil, as chamadas adoções necessárias. Os trâmites são mais rápidos, voluntários e ONGs são convocados a auxiliar na Busca Ativa de famílias para estas crianças e adolescentes.
Nosso objetivo com a publicação “Três Vivas para a Adoção” é propor uma reflexão àqueles que têm o desejo de adotar, para promover cada vez mais encontros entre pais e filhos, entre pretendentes a pai e/ou mãe que têm um lar e futuros filhos e filhas à espera de uma família.
Além do passo a passo para a adoção, explicações sobre a Busca Ativa e informações sobre os diversos tipos de adoção, também há depoimentos de famílias que se formaram fora do perfil majoritário, de uma coordenadora de instituição de acolhimento, de um juiz e de uma pessoa que foi adotada.
Fonte: http://www.movimentodown.org.br/2018/05/tres-vivas-para-a-adocao/
segunda-feira, 21 de maio de 2018
CURSO DE PREPARAÇÃO PARA ADOÇÃO ACONTECE NA COMARCA DE VIANA
Pretendentes à adoção que já entraram com ação judicial de habilitação para adoção na Comarca de Viana vão participar, na próxima segunda (21) e terça-feira (22), do curso de preparação e orientação para adoção. A participação é obrigatória para as pessoas que desejam adotar, sendo um pré-requisito para a inscrição no Cadastro Nacional de Adoção (CNA/SIGA).
O programa é realizado pelo Poder Judiciário do Estado do Espírito Santo, pela Vara da Infância e da Juventude do município de Viana e pelo Serviço Social e Psicológico, e conta com a participação e apoio da Secretaria de Assistência Social, Renda e Cidadania de Viana, da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (Adra), e da Casa dos Menores de Campinas – Montanha da Esperança.
A programação do curso terá temas como: direito a convivência familiar e comunitária, aspectos psicológicos da adoção e reflexões sobre o desenvolvimento psicossocial de crianças e adolescentes. Além disso, no segundo dia, os participantes vão conhecer a instituição de acolhimento do município de Viana.
Durante o evento, também serão exibidos os vídeos da Campanha “Esperando por Você”. O projeto, que incentiva a adoção tardia, tem o objetivo de apresentar crianças e adolescentes que estão disponíveis para adoção no Estado, de forma diferente, sensível e esperançosa.
O Programa de Preparação e Orientação para Adoção possibilita aos pretendentes à adoção uma oportunidade de socializar ideias e experiências, esclarecer dúvidas, e repensar mitos e preconceitos, visando refletir sobre o direito fundamental de toda criança e adolescente à convivência familiar e comunitária.
Saiba mais
O primeiro passo para adotar é procurar o Juizado da sua cidade para realizar a inscrição no cadastro de habilitados. Em seguida, o pretendente deve se submeter a avaliação psicossocial e aguardar o deferimento ou indeferimento pela autoridade judiciária. Após o cadastro e a habilitação, o interessado deve aguardar a oportunidade de conhecer uma criança ou adolescente com o perfil desejado.
Vitória, 18 de maio de 2018.
Informações à Imprensa
Assessoria de Imprensa e Comunicação Social do TJES
Texto: Gabriela Valdetaro | gvvieira@tjes.jus.br
Andréa Resende
Assessora de Comunicação do TJES
imprensa@tjes.jus.br
www.tjes.jus.br
segunda-feira, 14 de maio de 2018
CORREGEDORIA CELEBRA OS 10 ANOS DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO E GERÊNCIA DA ADOÇÃO E DO ACOLHIMENTO
Os 10 anos do Sistema de Informação e Gerência da Adoção e do Acolhimento (SIGA-ES) foram comemorados na tarde desta sexta-feira (11), no auditório da Corregedoria Geral da Justiça (CGJ-ES). Nesta data tão importante, o corregedor-geral da Justiça, desembargador Samuel Meira Brasil Júnior, falou sobre o sucesso dessa década de implantação do sistema.
O desembargador Samuel Meira Brasil Júnior fez um breve histórico do SIGA e falou sobre a importância do sistema, no momento em que foi criado, “e hoje como um instrumento de garantia de direitos de boa parte de nossa infância, que impossibilitada de crescer e viver em uma família natural, necessita de medidas de proteção, do acolhimento, e em muitos casos de uma família através da adoção”, ressaltou.
O corregedor-geral da Justiça também lembrou que o SIGA recebeu, em 2014, o Prêmio Inoves, programa do Governo do Estado que estimula a inovação e o empreendedorismo no serviço público. Por fim, o desembargador ainda enfatizou a atuação da equipe da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA) e de todos os juízes e servidores que atuaram com afinco desde a criação do sistema até os dias atuais, pois é um programa que vem evoluindo significativamente.
E foi pelo seu constante aperfeiçoamento que o SIGA foi escolhido, este ano, como modelo para o desenvolvimento do novo Cadastro Nacional de Adoção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Um grupo de trabalho multidisciplinar, composto por técnicos e magistrados de todo o Brasil, tem trabalhado com a equipe da CEJA e da Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) do TJES, para fazer as adequações necessárias e levar o sistema para todo o país.
O juiz auxiliar da Corregedoria Geral da Justiça de São Paulo (CGJ-SP) e juiz da Vara da Infância e da Juventude Protetiva e Cível de Guarulhos, Iberê de Castro Dias, um dos palestrantes do evento e integrante da equipe que trabalha para a implementação do SIGA em âmbito nacional, falou sobre as contribuições dos sistemas de adoção e acolhimento na garantia do direito à convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes.
O magistrado da CGJ-SP, que esteve no Espírito Santo em outros momentos para trabalhar no sistema, destacou que o projeto é essencial para os rumos das crianças e dos adolescentes acolhidos no Brasil, e reforçou a importância do trabalho desenvolvido pelos profissionais do TJES. “É estimulante e impressionante ver a qualidade desses profissionais da CEJA e da TI, que fazem um trabalho incansável. É muito motivante isso, saber que a gente tem respaldo para poder implementar esse projeto em âmbito nacional”, disse o juiz Iberê de Castro Dias.
O promotor de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e coordenador do Centro de Apoio Operacional (CAO) Infância e Juventude, Rodrigo Cezar Medina da Cunha, que apresentou as alterações trazidas pelo Ecriad e seu efeito na vida da criança e do adolescente sob a ótica do Ministério Público, também elogiou o sistema e sua escolha para o cadastro nacional.
“Parabenizo o SIGA pelo desafio que tem a frente, de se tornar base para o desenvolvimento do novo Cadastro nacional de Adoção, mas, as expectativas de toda a sociedade civil, dos operadores do direito em torno do novo Cadastro Nacional de Adoção é muito grande, há uma série de movimentos no sentido de ter maior transparência, uma integração entre o acolhimento e a adoção, e eu tenho certeza que o SIGA vai se sair exitoso nessa importante missão”, destacou o promotor do MPRJ.
O Sistema
O sistema, implantado em 2008 pela Corregedoria Geral da Justiça do Espírito Santo (CGJ-ES), é um cadastro único disponibilizado a todos os Juízos e Ministério Público com competência na área da Infância e da Juventude no Estado. Contém as informações de crianças e adolescentes em acolhimento institucional, em condições ou não de inserção em família substituta, sob guarda com fins de adoção, bem como as informações sobre os pretendentes habilitados à adoção e de todas as instituições de acolhimento e famílias acolhedoras do Estado.
O SIGA/ES permite o acompanhamento efetivo da situação de cada criança ou adolescente acolhido, em guarda concedida à família extensa ou nos estágios de convivência para fins de adoção. É uma ferramenta simples e eficaz que oferece visibilidade, agilidade e transparência nos procedimentos necessários para a definição jurídica das crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade ou risco.
De todas as 13.205 crianças e adolescentes já cadastrados no sistema, 5373 foram reintegrados aos genitores e 3203 foram adotados. Além disso, 1357 foram entregues em guarda para familiares ou terceiros e 257 estão atualmente em processo de adoção. Portanto, 77,18% das crianças e adolescentes que passaram pelo sistema tiveram garantidos a convivência familiar, seja pelo retorno ao lar de origem, adoção ou guarda com e sem fins de adoção.
Vitória, 11 de maio de 2018.
Informações à Imprensa
Assessoria de Imprensa e Comunicação Social do TJES
Texto: Elza Silva | elcrsilva@tjes.jus.br
Andréa Resende
Assessora de Comunicação do TJES
imprensa@tjes.jus.br
www.tjes.jus.br
terça-feira, 8 de maio de 2018
quarta-feira, 2 de maio de 2018
MAGISTRADOS QUE ATUAM NA IMPLANTAÇÃO DO SIGA COMO CADASTRO NACIONAL DE ADOÇÃO REALIZAM NOVA REUNIÃO.
Participantes realizaram a validação das modificações realizadas no SIGA/ES para que sistema seja utilizado a nível nacional.
Um grupo de trabalho multidisciplinar, composto por magistrados de todo o Brasil, se reuniu esta semana na sede da Corregedoria Geral do Estado do Espírito Santo (CGJ) para realizar os últimos ajustes aplicados ao Sistema de Informação e Gerência da Adoção e Acolhimento do Estado, o SIGA/ES.
Completando 10 anos de existência, o Sistema implantado pela CGJ, do Poder Judiciário do Espírito Santo, vem sendo utilizado como modelo para o desenvolvimento do novo Cadastro Nacional de Adoção.
Segundo o coordenador nacional da informática do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), Marcelo Gobbo Dalla Dea, o CNJ procurava um sistema de cadastro de adoção e de gerenciamento de dados, e encontrou no Espírito Santo aquele que considerou o mais eficiente em uso no país.
Assim, o grupo foi reunido com o intuito de executar as ações para implantação da modernização do Cadastro Nacional de Adoção (CNA) e do Cadastro Nacional de Crianças Acolhidas (CNCA), geridos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
Entre os participantes, a reunião contou com magistrados de São Paulo, Bahia e Paraná e Espírito Santo. Segundo a juíza auxiliar da Corregedoria do CNJ, Sandra Aparecida Silvestre de Frias Torres, todo o processo de atualização do sistema vem sendo absolutamente democrático:
“São muitos juízes envolvidos, juízes que irão testar e juízes fora da equipe de teste que são especialistas na área da infância e irão realizar a revisão desse trabalho“.
“São muitos juízes envolvidos, juízes que irão testar e juízes fora da equipe de teste que são especialistas na área da infância e irão realizar a revisão desse trabalho“.
Do Estado, participaram juízes das Varas da Infância de Colatina e Cariacica, que devem receber a primeira fase de testes do Cadastro:
“O encontro está sendo bem produtivo, e a expectativa é de contribuir com maior dinamismo nos processos de adoção, maior controle, permitir maior transparência, maior fiscalização, servir também como uma ferramenta correcional pelas corregedorias dos estados e pela corregedoria nacional, permitindo um atendimento mais dinâmico dos casos de crianças e adolescente acolhidos” afirmou o juiz Everton Nicole, da Vara da Infância e Juventude de Colatina.
Participaram da reunião o Desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná e Coordenador do CGJEPJe , Marcelo Dalla Dea; a juíza auxiliar da Corregedoria do CNJ, Sandra Aparecida Silvestre de Frias Torres; a Juíza Corregedora-Geral da Justiça do Espírito Santo, Ednalva da Penha Binda; a Juíza da 1ª Vara da Infância e Juventude da Cariacica, Morgana Dario Emerick; o Juíz da 1ª Vara da Infância e Juventude de Colatina, Ewerton Nicoli; o Juiz Auxiliar da Corregedoria da Justiça de São Paulo, Ibere de Castro Dias; a Juíza Corregedora da Bahia, Suélvia Reis Nemi; a juíza da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Foz do Iguaçu, Paraná e Luciana Assad Luppi Ballalai.
Também estiveram presentes a coordenadora da Comissão Judiciária Estadual de Adoção da CEJA/ES, Maria Inês Valinho de Moraes, o Coordenador da STI do TJES, Carlos Vinícius de Arimatéia e os servidores do Ricardo Guidoni Nascimento (STI TJES) e Isabely Fontana da Mota e Helerson Elias Silvada (CEJA/ES).
Colaboração:
As modificações analisadas foram detectadas a partir de workshops realizados em todo o país, com a colaboração de magistrados, servidores, assistentes sociais e técnicos da área de psicologia, totalizando 460 alterações necessárias.
Dessas modificações, pelo menos 400 delas já se encontravam no SIGA, levando o CNJ a escolher a plataforma como modelo para o desenvolvimento do novo cadastro nacional.
Ao final do processo, o sistema será testado em duas comarcas do estado. Em seguida, será utilizado pelos servidores e magistrados de Varas da Infância de Rondônia e do Paraná, que receberão treinamento dos técnicos capixabas.
O SIGA/ES:
O SIGA/ES é um sistema de cadastro único disponibilizado a todos os Juízos da Infância e Juventude do Estado. Contém as informações das crianças e adolescentes em acolhimento institucional, em condições ou não de inserção em família substituta, sob guarda com fins de adoção, bem como, as informações sobre os pretendentes habilitados à adoção e de todas as instituições de acolhimento do Estado.
O sistema permite o acompanhamento efetivo da situação de cada criança ou adolescente, sendo possível o controle do tempo de permanência dos mesmos nas instituições de acolhimento, na guarda concedida a familiares ou nos estágios de convivência para fins de adoção.
Fonte: Informações à Imprensa:
Assessoria de Imprensa e Comunicação Social do TJES / Texto: Thiago Figueredo | thflopes@tjes.jus.br/ Andréa Resende
Assessora de Comunicação do TJES/ imprensa@tjes.jus.br
Disponível em: http://www.tjes.jus.br/magistrados-que-atuam-na-implantacao-do-siga-como-cadastro-nacional-de-adocao-realizam-nova-reuniao/
quarta-feira, 25 de abril de 2018
Adoção: Ajustes preparam sistema da Justiça capixaba para expansão.
SIGA foi escolhido como modelo para o desenvolvimento do novo Cadastro Nacional de Adoção
O Tribunal de Justiça do Espírito Santo recebeu, esta semana, o servidor Divailton Teixeira de Machado, da Corregedoria Nacional de Justiça, do CNJ, que veio ao Estado para se reunir com técnicos da Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) do TJES e com servidores da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA) e fazer os últimos ajustes para que o sistema de adoção do Poder Judiciário Capixaba possa ser utilizado pelos tribunais de todo o País.
Isso porque, no ano em que completa 10 anos de existência, o Sistema de Informação e Gerência da Adoção (SIGA), implantado pela Corregedoria Geral (CGJ), do Poder Judiciário do Espírito Santo, foi escolhido como modelo para o desenvolvimento do novo Cadastro Nacional de Adoção.
Para o Secretário de Tecnologia da Informação, Carlos Vinícius de Arimatea, a participação do servidor da Corregedoria Nacional está sendo essencial para a concretização dos trabalhos: “Este apoio está sendo fundamental, porque além da parte técnica, está facilitando o contato com outros tribunais e até mesmo com outros órgãos”.
Ainda segundo Arimatéa, uma equipe técnica formada por servidores do TJES e de outros tribunais de justiça está trabalhando em conjunto para aprimoramento do sistema: “Neste momento, temos analistas dos tribunais de justiça do Paraná, de Rondônia, da Bahia e de São Paulo, além da equipe da CEJA e da STI. Montamos uma força tarefa com apoio desses tribunais, que estão vindo ao Espírito Santo para preparar a ferramenta para ser disponibilizada em nível nacional”, destacou.
De acordo com Divailton Machado, o momento é de customização do SIGA, para que ele se transforme num sistema nacional. Segundo ele, o sistema foi avaliado por um grupo de juízes, servidores, que fizeram um trabalho de levantamento de funcionalidades desse sistema para saber se ele poderia atender aos outros estados, tendo em vista que cada Estado tem uma particularidade, uma forma de trabalhar. “Neste momento estamos finalizando a implantação dessas funcionalidades para termos uma primeira versão do sistema funcionando.”
O servidor também trouxe uma ótima notícia, de que a partir de agora os trabalhos contarão com o auxílio direto da Secretaria de Tecnologia de Informação do Conselho Nacional de Justiça. “Ainda estamos ajustando como será essa participação, mas o que já temos certo é que essa versão do SIGA vai ser a versão que nós vamos lançar como sendo a versão nacional. Enquanto durar o projeto piloto, ele ficará no TJES. Posteriormente, esse apoio do CNJ pode ser muito importante no sentido de melhorar o sistema.”
Segundo Maria Inês Valinho, coordenadora da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA), a participação de representantes da Corregedoria Nacional de Justiça é muito bem-vinda: “É importante termos o olhar do CNJ para o nosso trabalho, para dizer se estamos no caminho certo”, destacou.
No dia 27 de fevereiro deste ano, o coordenador nacional da informática do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), Marcelo Gobbo Dalla Dea, esteve no TJES, acompanhado da juíza auxiliar da Corregedoria do CNJ, Dra. Sandra Silvestre, para iniciar os trabalhos de aprimoramento do sistema, que precisa passar ainda por alguns ajustes para que possa ser utilizado por outros Tribunais.
Na ocasião, o desembargador Marcelo Dea explicou que o Conselho estava procurando um sistema de cadastro de adoção e de gerenciamento de dados e o estado do Espírito Santo tinha o mais ágil e flexível do país.
O Desembargador Marcelo Dea e a juíza Sandra Silvestre devem retornar ao TJES na próxima segunda-feira, para realizar a homologação do trabalho que está sendo feita pela equipe técnica, ou seja, ver se o que já foi realizado atende aos objetivos do CNJ.
O sistema, implantado em 2008 pela Corregedoria Geral da Justiça do Espírito Santo (CGJ-ES), é um cadastro único disponibilizado a todos os Juízos e Ministério Público com competência na área da Infância e da Juventude no Estado. Contém as informações de crianças e adolescentes em acolhimento institucional, em condições ou não de inserção em família substituta, sob guarda com fins de adoção, bem como as informações sobre os pretendentes habilitados à adoção e de todas as instituições de acolhimento e famílias acolhedoras do Estado.
O SIGA/ES permite o acompanhamento efetivo da situação de cada criança ou adolescente acolhido, em guarda concedida à família extensa ou nos estágios de convivência para fins de adoção. É uma ferramenta simples e eficaz que oferece visibilidade, agilidade e transparência nos procedimentos necessários para a definição jurídica das crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade ou risco.
O projeto foi desenvolvido por servidores da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA-ES) e da Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) do TJES. O servidor da STI Ricardo Guidoni Nascimento, que em 2012 desenvolveu a última versão, trabalhou em conjunto com a equipe da CEJA, composta por Maria Inês Valinho de Moraes, Dianne Wruck; Isabely Mota, Nathalia Fernandes, Luciana Melo e Helerson Elias Silva.
Fonte: TJES
Disponível em : http://www.cnj.jus.br/noticias/judiciario/86626-adocao-ajustes-preparam-sistema-da-justica-capixaba-para-expansao
sexta-feira, 14 de julho de 2017
Cruzeiro entra em campo com campanha para incentivar a adoção de adolescentes.
O Cruzeiro Esporte Clube, em parceria com as varas da Infância e da Juventude das comarcas de Belo Horizonte e Santa Luzia e a 23ª Promotoria de Infância e Juventude de Belo Horizonte, lançou o projeto “Adote um Campeão”. O objetivo é facilitar a adoção de crianças acima dos sete anos até os dezessete.
O projeto quer dar visibilidade e oferecer às crianças e adolescentes uma oportunidade de serem ouvidos, para que consigam ter uma família. O “Adote um Campeão” acredita que estas crianças e adolescentes precisam ter voz, ter rosto e serem vistas. “Principalmente, precisam ter uma história de vitória para contar, como campeões ao lado de uma família que os ame e acolha como filho(a)”.
Acompanhe na íntegra o projeto aqui .
quinta-feira, 13 de julho de 2017
Projeto "Adote um Pequeno Torcedor".
O projeto foi lançado em agosto de 2015, na Arena Pernambuco, num jogo entre Flamengo. Com isso, antes do início da partida, 22 crianças que vivem em abrigos da capital pernambucana entraram em campo de mãos dadas com os jogadores, que exibiram os nomes delas no uniforme. Na abertura do jogo, também foi exibido um vídeo com o depoimento de crianças que esperam ser adotadas e expressaram a vontade de ter uma família.
Por meio do projeto, Ione e Wiliam conseguiram adotar Anderson de 14 anos, assim como o casal Cláudia e Julles, que estão próximos de realizar o sonho da adoção de uma adolescente de 13 anos. Eles estão no estágio de convivência, etapa anterior à conclusão do processo. Antes eles já haviam adotado duas adolescentes. “Quando decidimos adotar, o perfil era outro. Queríamos uma criança menor de sete anos, mas após participarmos do curso de pretendentes à adoção e também de programas de apadrinhamento vimos que poderíamos amar da mesma forma uma criança mais velha ou um adolescente. Adotamos duas adolescentes, uma de 13 anos e outra de 14, e estamos adotando mais uma de 13 anos. Já tínhamos duas filhas biológicas. Hoje temos cinco filhas, o amor é o mesmo. As meninas chegam para nós cientes de que estão tendo uma oportunidade importante de terem novos pais e de construírem uma nova vida em família. É uma experiência enriquecedora para todos”, observou Julles.
Recife tem hoje 15 instituições de acolhimento, nas quais 47 crianças e adolescentes estão disponíveis para adoção por meio do Cadastro Nacional de Adoção (CNA). Desse total, apenas nove são crianças. O restante são adolescentes maiores de 12 anos. Em contrapartida, o Cadastro possui 243 pretendentes à adoção, dos quais 94,5% desejam crianças com até sete anos de idade. A realidade é a mesma em todo o País, onde 96,39 % dos cadastrados no CNA buscam crianças menores de sete anos. No entanto, 92,41% das crianças que estão esperando por adoção já passaram dessa idade.
Para o juiz titular da 2ª Vara da Infância e Juventude, Élio Braz, a campanha vem surpreendendo a toda a equipe do programa pela idade das crianças e adolescentes que estão sendo procurados para adoção. “São meninos e meninas entre 10 e 17 anos de idade. Então, a iniciativa tem alcançado o objetivo que é quebrar os preconceitos e mitos da adoção tardia. Por meio da ação, as crianças e jovens colaboram de forma decisiva para o sucesso do programa, pois participam e protagonizam todo o processo de adoção e confirmam seus desejos de ter uma família e encontrar amor e proteção familiar”, afirmou.
Confira o site oficial aqui
sexta-feira, 30 de junho de 2017
Projeto: Família - um Direito de Toda Criança e Adolescente.
No dia 26/06/2017, a juíza Hélia Viegas, da Comissão Estadual Judiciária de Adoção de Pernambuco (CEJA-PE), esteve no programa "Encontro", com Fátima Bernardes, e falou sobre a Busca Ativa, realizada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco no Projeto: Família - um Direito de Toda Criança e Adolescente. Este projeto tem como aliado as redes sociais, especialmente o Facebook, a fim de identificar adotantes para casos particularmente difíceis, como por exemplo, grupo de irmãos e portadores de necessidades especiais.
Acompanhe o debate deste projeto aqui.
O estado do Espírito Santo, também está realizando a campanha de adoção tardia "Esperando por Você", acompanhe aqui.
terça-feira, 9 de maio de 2017
Campanha Esperando por você
Dia Nacional da Adoção: TJES faz ações em comemoração
Até recentemente havia um certo preconceito com relação à exposição de crianças e adolescentes disponíveis para adoção. Porém, campanhas exitosas ocorridas no Brasil e no exterior, ajudaram a mudar este conceito, principalmente quando se trata de crianças e adolescentes que, devido à idade, algum problema de saúde ou por pertencerem a grupos de irmãos, não conseguem, após inúmeras tentativas, uma família que os adotasse. Parte dessa dificuldade pode ser creditada a uma falta de conhecimento e mesmo falsos mitos acerca destas crianças e adolescentes. Dar visibilidade a elas é importante para desfazer concepções erradas e apresentá-las como elas realmente são: crianças e adolescentes que gostam de brincar, conversar, estar em família e serem amados, cheios de possibilidades e sonhos.
Aqui no Brasil, uma campanha já bastante divulgada e conhecida é a "Adote um pequeno torcedor", uma parceria entre a 2° Vara da Infância e da Juventude de Recife e o Sport Club do Recife, onde os torcedores do clube pernambucano são estimulados a adotarem crianças que também torcem para o mesmo time. Mais recentemente, o Poder Judiciário do estado do Mato Grosso apoiou uma campanha de exposição fotográfica, que contou com fotos 11 crianças disponíveis à adoção, de três comarcas daquele estado.
Desta maneira, se inicia também no estado do Espírito Santo a campanha "Esperando por você", que consiste em uma exposição fotográfica em Shoppings da grande Vitória, bem como de um website (www.esperandoporvoce.com.br) onde será possível conhecer estas crianças e adolescentes que ainda não conseguiram um lar para si. Esperamos, com esta campanha, ajudar a desmistificar o tema da adoção, apresentando-as como seres humanos que necessitam de afeto e atenção, assim como eu e você, e que podem fazer parte de sua família, trazendo consigo carinho, sonhos, possibilidades e alegria. Conheça nossa campanha, alguém pode estar esperando por você!
Vitória, 09 de maio de 2016.
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
FAMÍLIAS PARTICIPAM DE PROGRAMA DE ORIENTAÇÃO PARA ADOÇÃO
O curso será realizado pela equipe técnica da Vara da Infância e da Juventude de Viana.
Famílias de Viana participam, nos próximos dias 28 e 30/11 (segunda e quarta-feira), de Programa de Orientação e Preparação para Adoção. A preparação acontecerá no Fórum Juiz Olival Pimentel e no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). Segundo a assistente social Thatiane Teixeira Silva Franco, além de ser um pré-requisito para a adoção, o curso permite que os candidatos tirem suas dúvidas, quebrem paradigmas, e até optem por adotar crianças mais velhas ou grupos de irmãos.
Além dos assistentes sociais e psicólogos da equipe técnica da unidade judiciária, o evento terá a contribuição de profissionais que trabalham com acolhimento institucional e na Secretaria de Assistência Social do município; além do apoio do Ministério Público Estadual.
Durante os encontros serão abordados temas como: o processo de habilitação à adoção, os aspectos psicológicos da adoção, a política de proteção social e o contexto do acolhimento institucional.
Pessoas maiores de 18 anos, independente de estado civil, podem adotar. O pretendente deve ser, pelo menos, 16 anos mais velho do que a criança ou adolescente adotado. Para adoção conjunta também é indispensável que os adotantes sejam casados civilmente ou mantenham união estável, comprovada a estabilidade da família.
O programa preparatório é pré-requisito para a adoção. Mas, o primeiro passo para adotar é procurar o Juizado da sua cidade para inscrição no cadastro de habilitados. Em seguida, o interessado deverá se submeter a avaliação psicossocial e aguardar o deferimento ou indeferimento pela autoridade judiciária. Após o cadastro e a habilitação, o pretendente deverá aguardar a oportunidade de conhecer uma criança ou adolescente com o perfil desejado.
Serviço:
Serviço Social e Psicológico da Vara da Infância e da Juventude de Viana
Tel. (27) 3255-9141 / 9129.
terça-feira, 22 de novembro de 2016
TJES REALIZA SEMINÁRIO “REFLEXÕES SOBRE A ENTREGA VOLUNTÁRIA”
Servidores, juízes e profissionais da rede de atendimento participaram do evento.
Servidores e magistrados do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), e profissionais da rede de atendimento a crianças e adolescentes, participaram do Seminário “Reflexões sobre a Entrega Voluntária e a importância do trabalho em rede”. O evento aconteceu na tarde desta sexta-feira, 18, no Salão Pleno do Palácio da Justiça.
Os servidores da Coordenadoria da Infância e da Juventude do TJES Andréia Gomes (assistente social) e Joel Nascimento (psicólogo) apresentaram o material desenvolvido para o Programa “Entrega Voluntária”. A cartilha intitulada “A acolhida de mulheres que manifestam intenção de entregar seus bebês para adoção” foi desenvolvida pela Coordenadoria, em parceria com a Assessoria de Comunicação do Tribunal de Justiça, a fim de esclarecer para a rede de atendimento todos os pontos técnicos e procedimentos corretos para o atendimento dessas mulheres. Andréia Gomes explicou que não é apenas na Vara que a mulher receberá atendimento, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), a unidade de saúde, e toda a rede de atendimento deve estar preparada para dar orientações a essa mulher.
O programa “Entrega Voluntária” foi normatizado em agosto deste ano por meio do Ato Normativo Conjunto 10/2016, assinado pelo presidente do Tribunal de Justiça, pelo corregedor geral da Justiça, desembargador Ronaldo Gonçalves de Sousa, e pela supervisora das Varas da Infância e da Juventude. Durante o evento, os pontos principais da normativa foram tratados pela psicóloga da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja) Dianne Wruck. Segundo a profissional, o Ato surgiu da necessidade de orientar as questões práticas da entrega voluntária, no sentido de recomendar estratégias de se aproximar da nossa prática profissional”, ressaltou Dianne.
A equipe da 1ª Vara da Infância e da Juventude de Vitória, onde foi estabelecido o projeto piloto da “Entrega Voluntária”, apresentou o fluxo de atendimento à mulher que manifesta o desejo de entregar seu bebê para adoção. Este ano, a unidade judiciária atendeu seis mulheres que manifestaram o interesse em realizar a entrega voluntária, dessas, quatro confirmaram a entrega e duas desistiram. A psicóloga Isabella Perini explicou que, ao procurar a rede de atendimento, a mulher será orientada a procurar a Vara da Infância para receber orientações, o que não significa qualquer compromisso em entregar o bebê para adoção. “Na Vara, a gestante vai receber orientações dos aspectos jurídicos, sobre como funciona a entrega voluntária, quais os direitos da gestante, quais os direitos do bebê”, explicou Isabella.
A desembargadora Eliana Junqueira Munhós Ferreira, supervisora da Coordenadoria da Infância e da Juventude, representou o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Annibal de Rezende Lima, e falou sobre a alegria e satisfação em receber os participantes que acolheram o convite para o seminário, “que é marcante e significativo para nós”, destacou a magistrada. A juíza Janete Pantaleão, titular da 2ª Vara da Infância e da Juventude da Serra e colaboradora da Coordenadoria da Infância, ressaltou que a “Entrega Voluntária” tem como foco principal a formação dos trabalhadores da área. “Nós precisamos dessa formação, dessa capacitação, há um ditado africano que diz que é preciso toda uma tribo para educar uma criança, nós fazemos parte dessa tribo”, disse a juíza.
Um dos projetos que inspirou o Programa Entrega Voluntária, do TJES, foi o Programa Acolher, desenvolvido pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Em razão dessa profunda relação, o psicólogo do TJPE Paulo André Teixeira, foi um dos convidados do seminário. Segundo Teixeira, o “Acolher”, assim como a iniciativa do TJES, surgiu com o objetivo de evitar que crianças sejam expostas a situação de risco e abandono, adoção ilegal e infanticídio; e para oferecer a assistência necessária para que a mulher e sua família reflitam e amadureçam sobre a possibilidade de entregar seu bebê para adoção.
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
Abertas inscrições para Seminário sobre Adoção em Colatina
Estão abertas as inscrições para o 1º Seminário “Conversando sobre Adoção”, que acontecerá no dia 30 de novembro (quarta-feira), em Colatina. O evento, promovido pela 1ª Vara da Infância e da Juventude do município, por meio da Central de Apoio Multidisciplinar, acontecerá das 08 às 12 horas, no Auditório do Edifício João Paulo II.
Profissionais que atuam na rede de saúde, educação e assistência social de Colatina estão convidados a participar do Seminário, que vai tratar dos trâmites legais da adoção e da entrega voluntária de crianças e adolescentes, assim como as formas de encaminhamentos. O objetivo é potencializar o trabalho realizado por toda a rede de atendimento e prevenir situações de adoções irregulares de crianças e adolescentes.
O evento contará com a palestra do Juiz da 1ª Vara da Infância e Juventude da Comarca de Colatina, Dr. Ewerton Nicoli sobre os aspectos jurídicos da adoção de crianças e adolescentes, e da psicóloga da 1.ª Vara Especializada da Infância e Juventude do Juízo de Vitória, Izabela Dias Amim Perini, que debaterá a entrega voluntária.
Famílias que esperam adotar se preparam com profissionais no ES
Famílias de Fundão, Ibiraçu e João Neiva que já começaram o processo para adotar uma criança ou adolescente podem se preparar no “Programa de Preparação para Postulantes à Adoção”, com assistentes sociais e psicólogos.
Os encontros tem acontecido desde a última sexta (11/11/2016) e vão perdurar até o dia 02/12/2016 das 13 às 17 horas, no Fórum de Ibiraçu. A participação dos futuros pais é um dos pré-requisitos para a adoção
.
Além dos profissionais da equipe interdisciplinar, eles vão ter apoio de técnicos que trabalham com acolhimento institucional, profissionais do Direito e um membro do Grupo de Apoio à Adoção “Raízes de Asas”, de Cariacica, na Grande Vitória.
Durante os encontros os palestrantes vão explicar para as famílias aspectos jurídicos e processos como o “Cadastro Nacional de Adoção” e o “Sistema de Informação e Gerência da Adoção”, Acolhimento Institucional, Parentalidade Adotiva e Estágio de Convivência.
A coordenadora da Central de Apoio Multidisciplinar da Serra Andressa da Penha disse que, além dos aspectos técnicos, o programa também vai discutir questões culturais, como a construção dos vínculos afetivos e o acolhimento do novo membro da família.
Processos para adoção
O primeiro passo para adotar é procurar o Juizado da cidade e se inscrever no cadastro de habilitados. Em seguida, o interessado passa por uma avaliação psicossocial.
Depois do cadastro e a habilitação, é preciso aguardar a oportunidade de conhecer uma criança ou adolescente com o perfil desejado.
Notícia extraída do portal G1-Espírito-Santo
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
Profissionais podem prestar serviços a crianças acolhidas
A Coordenadoria das Varas da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (TJES) está cadastrando profissionais liberais e empresas que tenham interesse em ser um padrinho prestador de serviço para crianças e adolescentes institucionalizados, ou seja, que se encontram em abrigo, e afastadas de seu núcleo familiar.
Os interessados irão, por meio de ações de responsabilidade social junto às instituições acolhedoras, atender as crianças e adolescentes, conforme sua especialidade de trabalho ou habilidade, apresentando um plano de atividade para algumas das mais de 860 crianças e adolescentes em situação de acolhimento em abrigos do Espírito Santo.
O projeto está aberto a psicólogos, fonoaudiólogos, médicos, fisioterapeutas, educadores físicos e assistentes sociais, porém, não se restringe apenas à área de saúde. Professores de língua, música, teatro, pedagogos e profissionais das mais diversas especialidades podem participar, desde que credenciados aos órgãos de sua categoria.
Os interessados devem entrar em contato com a Coordenadoria das Varas da Infância e Juventude do TJES por meio dos telefones (27) 3334-2044 e 3334-2729, ou pelo e-mail coordenadoriainfancia@tjes.jus.br.
Além de prestadores de serviço, os interessados também podem participar nas modalidades padrinho afetivo e padrinho provedor. Para entender mais sobre as modalidades e os requisitos necessários a elaboração e execução dos projetos de apadrinhamento, clique aqui.
Vitória, 10 de agosto de 2016
Informações à Imprensa:
Assessoria de Imprensa e Comunicação Social do TJES
Texto: Thiago Lopes - thflopes@tjes.jus.br
Andréa Resende
Assessora de Comunicação do TJES
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terça-feira, 31 de maio de 2016
TJES recebe estande sobre adoção
Em comemoração ao Dia Nacional da Adoção um estande foi instalado, no andar térreo do Palácio da Justiça, para orientar visitantes sobre o processo de adoção. Confira a reportagem!
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segunda-feira, 30 de maio de 2016
Dia Nacional da Adoção: TJES faz ações em comemoração
Em comemoração ao Dia Nacional da Adoção, a Comissão Judiciária de Adoção (Ceja), com intuito de conscientizar a respeito do tema, além de incentivar a busca por informações esteve com um estande montado no hall de entrada do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). Foi feita a distribuição de material informativo a respeito de temas como: os principais passos para adoção, adoção tardia e constituição familiar.
Além da entrega de folders e cartilhas, a Comissão também preparou um vídeo com depoimentos sobre adoções tardias, onde os pais relatam suas experiências.
A equipe coordenada pela coordenadora da Ceja, Maria Inês Moraes, ficará à disposição durante os dois dias da ação, tirando dúvidas sobre adoção e, principalmente, sobre adoção tardia, um dos principais focos da abordagem.
De acordo com informações da Ceja, hoje, no Espírito Santo, 139 crianças, de 0 a 17 anos, estão disponíveis para adoção, mas que, por conta da falta de informação e do preconceito, elas não conseguem um lar. Por isso, qualquer ação que vise conscientizar e esclarecer dúvidas a respeito do assunto, segundo a Comissão, é um grande passo para garantir que essas crianças tenham a oportunidade de ter uma família.
Segundo a Comissão, desse total de crianças disponíveis, 49% fazem parte de grupo de irmãos e 23% possuem alguma condição especial de saúde, 86% dos menores têm mais de oito anos de idade, enquanto 92% dos pretendentes habilitados à adoção, manifestam o desejo de adotar crianças de uma faixa etária menor.
Para a juíza da 3ª Vara de Família da Serra, Maria Ignez Bermudes, as ações de conscientização sobre a adoção são importantes para que as pessoas percam o medo de adotar crianças com idades mais avançadas, uma vez que, de acordo com a magistrada, existe um temor pelas experiências que a criança pode trazer de suas vivências anteriores.
Ainda segundo a juíza, as informações adquiridas junto à Ceja garantem maior segurança a quem tem interesse de adotar, além de permitir que a criança não vá para um lar que não possui estrutura para recebê-la.
Vitória, 24 maio de 2016.
Assessoria de Imprensa e Comunicação Social do TJES
Texto: Tiago Alencar - tiaoliveira@tjes.jus.br
Andréa Resende
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Judiciário comemora Dia da Adoção com ações de incentivo
O Dia Nacional da Adoção (25 de maio) foi comemorado em todo o Poder Judiciário. Para a juíza coordenadora das Varas da Infância e da Juventude no Estado, Janete Pantaleão Alves, o objetivo principal das mobilizações é garantir que as 140 crianças disponíveis para serem adotadas no Espírito Santo tenham a oportunidade de ter uma família.
Durante a terça e quarta-feira (24 e 25), a Comissão Judiciária de Adoção (Ceja) esteve com um estande montado no hall de entrada do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), onde foram prestadas orientações acerca do tema, além da distribuição de material informativo, composto por folders e cartilhas. A equipe da Ceja atendeu cerca de 250 pessoas durante os dois dias da ação.
Desejando que as crianças encontrem famílias que as acolham e as enxerguem como um filho que já existe, a juíza destacou que, por conta da falta de informação e pelo temor que as famílias têm em adotar uma criança que já traz consigo outras vivências, o incentivo à adoção acaba sendo um desafio, uma vez que 87% das crianças disponíveis estão acima de seis anos de idade.
O ponto que, ainda de acordo com a juíza, mostra que a Comissão Judiciária de Adoção (Ceja) tem muito trabalho pela frente no que diz respeito à conscientização sobre adoção, principalmente adoção tardia, é a discrepância entre a quantidade de famílias que tem interesse em adotar e o número de crianças disponíveis para adoção. São 877 famílias na fila para adoção e 139 crianças que guardam a esperança de serem adotadas.
O dado mostra a dificuldade que as Varas da Infância e da Juventude têm em encaixar essas crianças em um possível lar, uma vez que, em sua maioria, estão acima da idade considerada ideal para quem procura adotar um filho.
O maior interesse da Comissão é dar visibilidade a essas crianças, mostrar que elas podem ser integradas normalmente no convívio familiar, podendo enriquecer a convivência com seus futuros pais a partir das experiências que trazem consigo. A idade da criança, neste caso, seria um mero detalhe.
O principal equívoco cometido por parte de quem pretende adotar uma criança está no fato dos futuros pais acreditarem que, para ser visto como filho, a criança precisa integrar família ainda um bebê, sem ter vivido muitas fases de sua primeira infância.
O medo de não possuir estruturas para adotar uma criança pode ser deixado de lado quando se tem em vista dois projetos criados a partir do Ato Normativo Conjunto nº 13/2015 do TJES, onde ficaram instituídos os programas Apadrinhamento Afetivo e Apadrinhamento Provedor.
No apadrinhamento afetivo, o padrinho visita regularmente a criança ou o adolescente, buscando-o para passar finais de semana, feriados ou férias escolares em sua companhia, proporcionando-lhe a promoção social e afetiva, revelando possibilidades de convivência familiar e social saudáveis que gerem experiências gratificantes.
Já o padrinho provedor visa dar suporte material ou financeiro à criança ou ao adolescente. Este suporte pode ocorrer por meio da doação de materiais escolares, vestuário, brinquedos, patrocínio de cursos profissionalizantes, reforço escolar, prática esportiva, idiomas ou contribuição financeira para alguma demanda específica da criança ou adolescente.
Vitória, 25 maio de 2016.
Informações à Imprensa
Assessoria de Imprensa e Comunicação Social do TJES
Texto: Tiago Alencar - tiaoliveira@tjes.jus.br
Andréa Resende
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